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O relatório da Fifa

Filipe Matoso

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) divulgou o relatório nesta terça-feira (30) que mostra como funcionava o pagamento de propina a, agora, ex-membros da entidade. Eles não devem ser punidos.

“Estes pagamentos eram aparentemente feitos através de empresas de fachada, para encobrir o verdadeiro destinatário e devem ser qualificados como comissões, conhecidas hoje como suborno”.

Eles, sim O presidente do Comitê de Ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, apontou João Havelange (ex-presidente de honra), Nicolas Leoz (ex-presidente da Conmebol) e Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF) como beneficiários do escândalo de corrupção que envolve a extinta ISL.

Ele, não Mas inocentou o presidente Joseph Blatter. “A atuação do presidente Blatter não pode ser classificada de nenhuma maneira como má conduta em relação a qualquer norma ética”.

Que respondeu “Não tenho dúvidas de que a FIFA, graças ao processo de reforma de governança proposto por mim, tem agora os mecanismos e meios para assegurar que uma questão como essa, que causou danos incontáveis à reputação de nossa instituição, não aconteça novamente”.

Hans-Joachim Eckert / foto: Divulgação

Hans-Joachim Eckert / foto: Divulgação

Até a próxima!

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Ministro diz corrupção “não está mais debaixo do tapete”

Filipe Matoso

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira (3) que a corrupção no país “não está mais debaixo do tapete”.

“A impressão de que há mais corrupção agora não é real. O que há mais agora é que as coisas não estão mais debaixo do tapete. A Polícia Federal e todos os órgãos de fiscalização estão autorizados, e com toda a garantida do governo, inclusive quando cortam nossa própria carne. E isso é absolutamente saudável”, disse o ministro.

Até a próxima!

Presidente do PT diz estar ‘indignado’ com condenações de Dirceu, Genoino e Delúbio

Filipe Matoso

O presidente do PT, Rui Falcão, disse em vídeo publicado nesta terça-feira (13) ter recebido com “indignação” as penas de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Os três réus foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal pelo envolvimento com o esquema do Mensalão.

Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, recebeu a pena de 10 anos e 10 meses de prisão. Genoino, ex-presidente do PT, foi condenado a 6 anos e 11 meses de reclusão. Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, a 8 anos e 11 meses. Além de multas.

“Recebi com muita tristeza, mas, também, com extrema indignação a decisão injusta do supremo Tribunal Federal que condenou a penas elevadíssimas, fora de parâmetro, os companheiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. Foi um julgamento com viés político”, diz Falcão.

“O Partido dos Trabalhadores continua afirmando que não houve compra de votos, que nenhum dos companheiros enriqueceu pessoalmente e que não foram utilizados recursos públicos”, completa.

O vídeo foi gravado e editado pelo PT. Assista.

Até a próxima!

Exoneração de Genoino é publicada no ‘Diário Oficial’

Filipe Matoso

A exoneração do assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoino, foi publicada nesta quinta-feira (11) no “Diário Oficial da União”. Ele deu o recado à cúpula do PT de que deixaria o cargo nessa quarta (10), após a condenação pelo crime de corrupção ativa no Supremo Tribunal Federal, em razão do julgamento do Mensalão.

A exoneração “a pedido” foi assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Ainda nessa quarta, Genoino leu uma carta na sede do PT em São Paulo na qual afirmou que “transformaram ficção em realidade”.

Até a próxima!

Andressa fala na CPI do Cachoeira na próxima semana

Filipe Matoso

O depoimento da mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, está marcado para esta terça-feira (7) às 10h15 na CPI do Congresso Nacional que investiga as relações do contraventor com grupos políticos e de empresários.

Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro deste ano sob suspeita de chefiar uma quadrilha de exploração ilegal de jogos.

A CPI ainda deve ouvir outras três pessoas que teriam envolvimento com Cachoeira. Andressa, segundo o Senado, ainda não moveu ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter calada durante a sessão.

Segundo os parlamentares que compõem a CPI, Andressa “circulava entre figuras importantes, como políticos, empresários e jornalistas” e, como publica o Senado, tinha conhecimento da rede de influência de Carlinhos Cachoeira.

Andressa é acusada pelo juíz federal Alderico Rocha Santos de chantagem. Segundo ele, em entrevista ao “G1, ela teria lhe proposto pedir alvará de soltura a Cachoeira em troca de um suposto dossiê preparado contra o magistrado.

Até a próxima.

Os governadores e Cachoeira

Filipe Matoso

Em depoimento nesta terça-feira (29) no Conselho de Ética do Senado, Demóstenes Torres (sem partido-GO) divulgou – de caso pensado ou não – uma possível nova informação aos responsáveis pelas investigações que apuram a relação do empresário Carlinhos Cachoeira com grupos políticos e de empresários.

O bicheiro foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento com a exploração ilegal de jogos.

Demóstenes admitiu ser amigo pessoal do contraventor, mas negou a todo instante saber que Carlinhos Cachoeira estava envolvido com a exploração de jogos ilegais em Goiás. Ele afirmou ser amigo de uma pessoa que possui relação com “cinco governadores”.

Vale ressaltar, todos eles negaram qualquer envolvimento com atividades ilícitas ligadas a Cachoeira.

Bem, nada foi publicado sobre o assunto até agora. Por enquanto, haviam sido citados os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), além de Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, fotografado com diretores da empresa Delta Construções, que está sob suspeita de cometer diversas irregularidades.

Se Demóstenes disse a verdade, há, pelo menos, mais dois governadores supostamente envolvidos com o bicheiro. Quer dizer, as investigações ainda podem ser ampliadas. A CPI, o Conselho de Ética ou a Justiça podem ouvi-lo para confirmar a  suposta “nova informação”.

Até a próxima!

Demóstenes no Conselho de Ética

Filipe Matoso

Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado/ foto: Wilson Dias – ABr

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) prestou depoimento nesta terça-feira (29) no Conselho de Ética da Casa, que abriu processo para avaliar se houve quebra de docoro no envolvimento  do parlamentar com o empresário Carlinhos Cachoeira.

Avaliação

Para o relator, Humberto Costa (PT-PE), o depoimento de Demóstenes foi “enriquecedor” e há “índícios que de que houve a quebra de decoro”. Cristiana Lôbo, comentarista do canal por assinatura “Globo News”, publicou no microblog Twitter: “objetivo de Demóstenes é mostrar relacionamento com o lado legal de Cachoeira e não com o de explorador de jogos. Nas gravações foi diferente”. “O ambiente ficou mais favorável, mais positivo para ele”, completou em reportagem.

Amizade

Durante a sessão, que durou cinco horas, o senador admitiu ser amigo pessoal do contraventor, mas negou a todo instante que soubesse que Carlinhos Cachoeira estava envolvido com a exploração de jogos ilegais em Goiás.

Rádio

Demóstentes disse ainda que o polêmico rádio Nextel, dado a ele por Cachoeira, servia para que dois amigos pudessem conversar. “Quandou sobre da prisão de Cachoeira [em fevereiro deste ano], devolvi o aparelho à mulher dele”, afirmou. Segundo o parlamentar, as contas eram pagas pelo contraventor e chegavam, em média, a R$ 50. “Recebi para a minha comodidade. Falava no Brasil, nos EUA e na Argentina”.

Sentimento

O parlamentar disse em depoimento que o sentimento é de “decepção” com Cachoeira, pois o bicheiro havia dito a ele que “tinha parado com o jogo ilegal”. “Cachoeira se relacionava com diversos governadores e políticos, ninguém sabia da atividade dele. Acredito que todos estão decepcionados com ele”, disse. Demóstenes afirmou se sentir “traído” pelo bicheiro.

Vazamento

Para Demóstenes, o vazamento do conteúdo das ligações telefônicas feitas entre ele e Cachoeira foi “seletivo” e feito para desmoralizá-lo.

Investigações

Durante a sessão, o senador afirmou que as investigações feitas pela Polícia Federal foram ilegais. “Fui investigado clandestinamente!”, disse. Este argumento, que é apresentado pela defesa de Demóstenes desde o início das acusações, já foi rebatido pelo Ministério da Justiça. O chefe da pasta, José Eduardo Cardozo, disse ao “G1” que as escutas foram legais e a polícia não poderia se omitir “diante de tantas ligações entre Demóstenes e Cachoeira”. “O foro privilegiado não pode servir para acobertar fraudes de parlamentares”, disse Cardozo.

Suspeita de lobby

Demóstenes negou a todo instante que atuasse como lobista de interesses ilegais. O senador afirmou que atuou “em defesa de todas as empresas do estado [Goiás]” que o procuraram. “Eu não tenho nada a ver com o jogo“, disse. Demóstenes afirmou que deve ser julgado pelo que fez e não pelo que falou. “Eu nunca procurei nenhum colega, de qualquer partido, para aprovar o jogo”, se defendeu.

Quebra de decoro

O senador negou ter usado mandato em favor de Carlinhos Cachoeira. “Este é o pior momento da minha vida (…) cheguei a pensar em renunciar ao meu mandato”.

CPI do Cachoeira

A comissão aprovou na tarde desta terça-feira a quebra de sigilo das contas nacionais da empresa Delta Construções.

Até a próxima!

Fora da CPI

Filipe Matoso

Enquanto a “CPI do Cachoeira” ouve depoimentos de delegados da Polícia Federal, aprova requerimentos para convocar pessoas com suspeita de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e pede a quebra de sigilo delas, os depoimentos de Fernando Cavendish, proprietário da empresa Delta Construções, e do jornalista Policarpo Júnior, editor da revista “Veja” em Brasília, podem ser deixados de lado.

“Não há indícios de que o jornalista Policarpo [Júnior] se envolveu com a organização criminosa [de Cachoeira]. Em nenhum momento propusemos investigar a imprensa ou quebra de sigilo de jornalistas. [Exigimos] apenas a transcrição completa de diálogos envolvendo jornalistas com o grupo. Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, que se relacionaram com Cachoeira serão investigadas por nós, sejam empresários, senadores, deputados, jornalistas, governadores, prefeitos ou desembargadores”, disse o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Segundo ele, não há elementos que justifiquem as convocações de Policarpo e Cavendish. “No caso do Cavendish, até há indícios. Mas, neste momento, não há justificativa para nós [a comissão] quebramos o sigilo dele e convocá-lo para esta CPMI”, completou.

Leia também: Cachoeira vai à CPI

Até a próxima!

Cachoeira vai à CPI

Filipe Matoso

Carlinhos Cachoeira/ foto: Agência Brasil

Carlinhos Cachoeira/ foto: Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello rejeitou na noite desta segunda-feira (21) o pedido de prorrogação de prazo feito pela defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira para ele depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI). Com isso, o depoimento previsto para esta terça (22) está mantido.

A CPI investiga a relação de Cachoeira com grupos políticos e de empresários.

Na última quinta (17), a defesa entrou com um novo pedido junto ao STF para a manutenção da liminar concedida por Celso de Mello. Os advogados alegaram que precisavam de mais tempo para acessar os dados das investigações. Na semana passada a CPMI decidiu liberar o acesso.

* Com informações da Agência Câmara

Até a próxima!

Após acusações, Demóstenes diz em carta que deixa a liderança do DEM no Senado

Após acusações, senador pediu licença do cargo ao presidente do partido, Agripino Maia (RN), que assume o posto

Filipe Matoso

Em meio a acusações de suposto envolvimento com o “jogo do bicho”, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) enviou uma carta nesta terça-feira (27) ao presidente do Democratas (DEM), senador Agripino Maia (RN), na qual se desliga da liderança do partido na Casa.

Segundo Agripino, eleito pela bancada o novo líder da legenda no Senado, se as denúncias contra Demóstenes forem comprovadas, “o DEM irá se mover“.

De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal “O Globo”, gravações telefônicas em poder da Polícia Federal mostram que Demóstenes pediu R$ 3 mil emprestados e vazou informações de reuniões oficiais para Carlinhos Cachoeira. O empresário foi preso pela Operação Monte Carlo, da PF, em fevereiro, em ação contra o jogo ilegal e está em uma prisão federal em Mossoró (RN).

Conforme publicou o jornalista Leandro Fortes em “Carta Capital”, a Polícia Federal tem conhecimento, desde 2006, das ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com Demóstenes. 

Segundo a reportagem, três relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, então chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (DRCOR), da Superintendência da PF em Goiânia, revelam que Demóstenes tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino, calculada em, aproximadamente, R$ 170 milhões nos últimos seis anos.

Na segunda-feira (26), a Corregedoria Parlamentar do Senado pediu à Procuradoria-Geral da República acesso ao conteúdo das gravações feitas pela PF que envolvem Demóstenes e Cachoeira.

De acordo com o “G1 Política”, a PGR vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar as denúncias contra o senador do DEM de Goiás.

Em defesa, Demóstenes Torres disse no microblog Twitter que nada fez para envergonhar o DEM: “A tudo suporto porque nada fiz para envergonhar meu partido, o Senado, Goiás e o Brasil. Essa é a verdade que, ao final, prevalecerá”.

A situação política do senador está se complicando a cada dia.

Até a próxima!

P.S: Estou com problemas de saúde e devo retornar ao Blog apenas na sexta-feira (30). Obrigado pela compreensão.