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Leréia pode ser o próximo a perder o mandato

Filipe Matoso

A Corregedoria da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), por suspeita de envolvimento com o grupo do empresário Carlinhos Cachoeira.

O parecer será submetido à Mesa Diretora da Casa e, se aprovado, encaminhado ao Conselho de Ética. Nesta quarta, o Senado cassou o mandato de Demóstenes Torres.

Em nota publicada pela “Agência Câmara“, o relator da representação, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), afirmou que “há indícios de uma relação muito próxima entre Leréia e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que estava tentando exercer influência no governo de Goiás por meio do deputado”.

Leréia afirmou em abril ser amigo pessoal de Carlinhos Cachoeira, mas negou ter interferido em processos de licitação de interesse do empresário. Disse ainda não ter relação com a exploração de jogos ilegais.

“Ressaltei ser amigo de longa data sem, no entanto, com isso, incorrer em quebra de decoro parlamentar”, escreveu em documento enviado à corregedoria.

Até a próxima!

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‘Vontade popular’, diz José Sarney sobre cassação de Demóstenes

Filipe Matoso

O presidente do Senado, José Saney (PMDB-AP), disse nesta quarta-feira (11), após a sessão que resultou na cassação de Demóstenes Torres, que a decisão do plenário “refletiu a vontade popular”.

“Esse episódio é página virada, uma vez que o Senado já tomou sua decisão. Evidentemente que agora vamos seguir nos nossos trabalhos normalmente. A decisão foi em sintonia com a vontade popular do país”, disse Sarney.

Em nota publicada pela “Agência Senado“, o presidente da Casa afirmou: “não é uma data que a gente possa comemorar. Foi difícil para todos nós senadores participar da sessão, mas tínhamos que cumprir com o nosso dever”.

Demóstenes é suspeito de ter envolvimento com o grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal.

Até a próxima!

Relator pede cassação de Demóstenes Torres

Filipe Matoso

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo disciplinar contra Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética, pediu a cassação do mandato do parlamentar suspeito de envolvimento com o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

No voto, lido para os integrantes do conselho, Costa declarou que Demóstenes atuava como um braço político do esquema de jogos ilegais montado por Cachoeira.

O contraventor está preso desde fevereiro apontado pela Polícia Federal como chefe de uma quadrilha. De acordo com o relator, Demóstenes Torres usou o mandato para beneficiar o empresário.

“Cachoeira, com o devido respeito, era o verdadeiro anjo da guarda do senador da República”, disse o relator.

Os senadores que compõem o conselho aprovaram, por unanimidade, o relatório de Humberto Costa pela cassação de Demóstentes Torres. Processo segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, por fim, vai para o Plenário, onde será definido o futuro do senador goiano.

Até a próxima!

Humberto Costa diz que defesa de Demóstenes tenta atropelar Conselho de Ética do Senado

Filipe Matoso

Humberto Costa (PT-PE), relator do processo disciplinar aberto contra Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética do Senado, disse nesta quinta-feira (14) que o pedido de suspensão do processo feito pela defesa de Demóstenes ao Supremo Tribunal Federal (STF) é uma tentativa de “atropelar” o conselho.

Ao fim do processo, o mandato do ex-senador do DEM pode ser cassado.

“O objetivo desse pedido é atropelar o Conselho de Ética. A consequência disso é que se o Supremo admitir essa liminar, nós vamos correr o risco seríssimo de não haver julgamento do senador no Conselho de Ética, antes do recesso parlamentar”, disse o petista.

Os advogados de Demóstenes querem que o STF suspenda o processo até o julgamento definitivo do mérito do mandado de segurança.

A leitura e a votação do relatório a ser apresentado pelo senador Humberto Costa estão marcadas para a próxima segunda-feira (18).

O senador Demóstenes Torres é suspeito de colocar o mandato a serviço do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos em Goiás.

* Com informações da “Agência Brasil

Até a próxima!

Presidência do Conselho de Ética do Senado deve ser definida na próxima semana

Investigações contra Demóstenes só podem começar após definição do novo presidente

Renan Calheiros/ foto: Agência Senado

Filipe Matoso

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), informou na noite desta terça-feira (3) que a reunião para a escolha do presidente do Conselho de Ética da Casa será na próxima terça (10). A definição depende de articulações políticas entre líderes do partido.

Desde setembro do ano passado o órgão está, como disse o jornalista Leandro Fortes em Carta Capital, acéfalo.

No último dia 28, o PSOL entrou com representação no conselho para que seja verificada a quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

No documento, segundo informou o Senado, o presidente do partido, deputado Ivan Valente (SP), argumenta que “Demóstenes quebrou o decoro parlamentar ao receber vantagens de uma quadrilha que explora o jogo ilegal,  como presentes de alto valor, pagamento de táxi aéreo e doação para sua campanha no valor de 30% do faturamento de um esquema montado pelo bicheiro Carlos Cachoeira”.

Após a escolha do presidente, o conselho deverá decidir se acolhe a representação do PSOL contra Demóstenes. Inclusive, um dos principais aliados do senador ex-DEM, Álvaro Dias (PSDB-PR), já pediu ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que acelere o processo para a escolha do presidente.

Se for avaliado que houve quebra de decoro, Demóstenes pode ser levado ao processo de cassação do mandato.

Segundo informa “O Globo”, três senadores se ofereceram para presidir o conselho. Foram eles Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Até a próxima!