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Europa anuncia que vai tomar medidas contra a Argentina

Filipe Matoso

A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (7) que vai tomar medidas contra a decisão do governo da Argentina de expropriar a empresa petrolífera YPF, ligada à espanhola Repsol. Para a comissão que analisou o caso, as providências devem ser urgentes como uma forma de reação ao que chamou de “crescente tendência ao protecionismo na América Latina”.

Os detalhes sobre as medidas que serão adotadas pelos europeus contra os argentinos não foram revelados. “Vamos avançar rapidamente em nossa resposta à ação da Argentina no caso em particular da Repsol”, disse o comissário de Comércio da União Europeia, Karel de Gucht, durante uma conferência sobre as relações entre Europa e Brasil.

O comissário alertou ainda que o Brasil pode “perder muito”, pois parte das exportações são direcionadas a países latino-americanos. “[O Brasil] não pode ficar parado se quiser avançar para o próximo nível de desenvolvimento.” Vale lembrar que a Argentina cobra do país mais investimentos nos empreendimentos da Petrobras na Argentina.

Saiba mais:

União Europeia discute medidas contra Argentina após expropriação da YPF

* Com informações da Agência Brasil

Até a próxima!

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Graça Foster vai à Câmara explicar estratégias de investimento para a Petrobras

Filipe Matoso, de Belo Horizonte

A presidente da Petrobras, Graça Foster, vai à Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (25) explicar aos parlamentares o plano de investimentos para a empresa.

O requerimento, apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), foi aprovado pela Comissão de Minas e Energia na última semana. Graça Foster vai explicar ao conselho as prioridades de expansão da empresa, a política de reestruturação e como serão investidos os US$ 13,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) previstos no Plano de Negócios da Petrobras.

Graça Foster assumiu a Petrobras no começo deste ano e foi incluída na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada pela revista americana “Time”.

Vale lembrar que o governo da Argentina exige da empresa mais investimentos nas unidades localizadas na região.

A secretaria da comissão informou por meio de nota que a audiência ainda não tem hora marcada.

Saiba mais: União Europeia discute medidas contra Argentina  após expropriação da YPF

Até a próxima!

União Europeia discute medidas contra Argentina após expropriação da YPF

Filipe Matoso

Após o recente anúncio da presidente argentina, Cristina Kirchner, de nacionalizar a petrolífera YPF, ligada à espanhola Repsol, o parlamento europeu aprovou nesta sexta-feira (20) uma resolução que propõe a possibilidade de suspender parcialmente o sistema de preferências concedido à Argentina referente a exportações.

Os detalhes de como as restrições serão feitas e as datas em que passarão a valer só serão divulgados depois que os ministros das Relações Exteriores dos 27 países do bloco se reunirem na próxima semana.

foto: EFE

No encontro desta sexta, os parlamentares europeus classificaram a decisão como “unilateral e arbitrária”. Kirchner disse que a expropriação foi definida porque a petrolífera não estava investindo no país de forma adequada.

A iniciativa do governo argentino gerou críticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, União Europeia e Estados Unidos.

Porém, os governos do Brasil, Chile, Venezuela, Nicarágua e Cuba disseram que a decisão argentina respeita a soberania nacional. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ainda que esta é uma questão “interna” dos hermanos.

Em nota publicada pelo governo argentino na quarta-feira (18), o grupo de intervenção informou que está lançando as bases para retomar por completo a produção de gás e petróleo. “Em tal sentido, decidiu aumentar a refinação em 5% e trabalhar com vendedores para renegociar os termos financeiros, ao tempo que começou a auditoria da Sindicância Geral da Nação (Sigen)”.

Como disse a jornalista Miriam Leitão à rádio “CBN”, o problema econômico que a Argentina está criando para si não deve ser sentido agora, pois pode ser que não haja quebra de contratos por parte das empresas.

O problema é o quanto a Argentina pode deixar de arrecadar com futuros acordos não assinados pela falta de confiança dos grandes grupos empresariais para com o país.

* Com informações da Agência Brasil

Até a próxima!

Os 30 anos da Guerra das Malvinas

Início da guerra entre Inglaterra e Argentina completa 30 anos nesta segunda-feira

Ilhas Malvinas

Filipe Matoso

Neste 2 de abril são lembrados os 30 anos do início da guerra entre Inglaterra e Argentina pelas Ilhas Malvinas ou Falkland Islands, localizadas no extremo sul da América do Sul. O conflito durou 74 dias e resultou na morte de 649 argentinos e 255 britânicos.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, participa de um ato ao meio-dia na cidade de Ushuaia, em meio a uma tensão política entre os dois países.

De acordo com a agência internacional “France Presse”,  Cristina também vai inaugurar na Praça Malvinas Argentinas uma ‘chama eterna’, assim como um monumento em memória aos que morreram na batalha que até hoje não se resolveu diplomaticamente.

O clima é tão tenso que países do bloco do Mercosul, como Brasil, Uruguai e Chile, impedem a entrada de navios com bandeiras das Malvinas e o Peru cancelou uma visita de uma fragata britânica em solidariedade aos hermanos.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse defender a autodeterminação dos moradores das Ilhas Malvinas ao lembrar o aniversário de 30 anos da guerra com a Argentina pela soberania do arquipélago.

“Hoje faz trinta anos que a população das ilhas Falklands sofreram um ato de agressão que buscava tirar sua liberdade e estilo de vida”, afirmou Cameron à agência EFE.

No fim das contas, como disse o ator Dan Stulbach à “Rádio CBN”, é uma guerra que até hoje é sentida e não parece ter tido solução, mesmo após o fim em 14 de junho de 1982.

Até a próxima!