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A justiça desigual

Filipe Matoso

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, disse nesta sexta-feira (3) na Costa Rica que a Justiça no país é desigual. Para ele, há diferença no tratamento dado a ricos e pobres.

“As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e especialmente na impunidade”, disse Barbosa.

Inocentes Doze réus no julgamento do Mensalão foram oficialmente absolvidos.  Entre eles, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Luiz Gushiken, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e o publicitário Duda Mendonça.

Delator O advogado de Roberto Jefferson pediu a apuração de suposto envolvimento do ex-presidente Lula no esquema de corrupção. Os embargos de declaração foram apresentados ao STF, mas o conteúdo só foi divulgado nesta sexta pelo advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa.

Semana que vem Joaquim Barbosa afirma não ter começado a analisar os primeiros recursos dos réus condenados no julgamento. Na Costa Rica, Barbosa disse que só deve ter contato com os embargos de declaração apresentados a partir da próxima semana.

Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF/ foto: Elza Fiuza - ABr

Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF/ foto: Elza Fiuza – ABr

Até a próxima!

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Veja por estado o número de fichas sujas apontados pelo TCU

Filipe Matoso

O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou um relatório ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nome de cerca de sete mil pessoas fichas sujas. São gestores do serviço público que tiveram as contas dos últimos oito anos avaliadas e reprovadas.

O “G1” fez um levantamento e mostrou que o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior número de pessoas condenadas, 707, em 842 processos diferentes.

Confirme publica o “G1 DF”, a Lei da Ficha Limpa é responsável por barrar em eleições a candidatura de gestores e políticos acusados de cometer irregularidades no exercício da administração pública. Na avaliação do TCU, estes sete mil gestores “realizaram uma má gestão dos recursos públicos federais que receberam da União”.

Todos eles são considerados, por enquanto, “em situação irregular” e cabe à Justiça Eleitoral declará-los, após análise caso a caso, “inelegíveis” e o tempo de inegibilidade.

Confira abaixo a lista completa por estado o número de fichas sujas e o índice de contas rejeitadas:

Acre: 102 pessoas com 147 ocorrências

Alagoas: 140 gestores com 208 contas rejeitadas

Amazonas: 195 servidores com 384 processos

Amapá: 161 pessoas com 262 ocorrências

Bahia: 481 gestores com 771 contas rejeitadas

Ceará: 235 servidores com 361 processos

Distrito Federal: 707 pessoas com 842 contas rejeitadas

Espírito Santo: 115 gestores com 168 ocorrências

Goiás: 234 servidores com 277 processos

Maranhão: 537 gestores com 1.128 contas rejeitadas

Minas Gerais: 486 pessoas com 682 ocorrências

Mato Grosso: 194 gestores com 316 contas rejeitadas

Mato Grosso do Sul: 98 servidores com 142 processos

Pará: 293 pessoas com 483 ocorrências

Paraíba: 228 gestores com 341 contas rejeitadas

Pernambuco: 324 servidores com 430 processos

Piauí: 202 pessoas com 352 ocorrências

Paraná: 203 gestores com 260 contas rejeitadas

Rio de Janeiro: 397 servidores com 472 processos

Rio Grande do Norte: 228 pessoas com 360 ocorrências

Rondônia: 149 gestores com 196 contas rejeitadas

Roraima: 93 servidores com 163 processos

Rio Grande do Sul: 146 pessoas com 172 ocorrências

Santa Catarina: 105 gestores com 125 contas rejeitadas

Sergipe: 180 servidores com 247 processos

São Paulo: 530 pessoas com 789 ocorrências

Tocantins: 156 gestores com 277 contas rejeitadas

* DF, Maranhão e São Paulo estão destacados, pois são os três estados com o maior número de fichas sujas e processos julgados.

Até a próxima!