Arquivo da categoria: Problemas de infraestrutura

E o entorno é de ninguém

Situação do entorno do DF é deprimente e políticos se esquivam de problemas

Filipe Matoso

Há algum tempo reparo como é a atenção de políticos para com o entorno do Distrito Federal. Cidades como Valparaíso, Luziânia, Águas Lindas, Planaltina de Goiás, entre outras, pertencem ao Estado de Goiás. No entanto, estão mais perto de Brasília e ninguém sabe quem as governa.

Desde 2003, quando me mudei para Brasília, ouço falar do entorno como uma região violenta, com casos de estupro, assassinatos, roubos, etc. Coincidentemente, desde essa época vejo governos do DF e de Goiás jogarem um para o outro a responsabilidade sobre as cidades.

O Governo do Distrito Federal (GDF) alega que por pertencerem a Goiás, o governo da terra de Zezé di Camargo & Luciano é responsável. Por outro lado, goianos rebatem e dizem que como os cidadãos do entorno trabalham no DF e, principalmente, em Brasília, a responsabilidade passa a ser de políticos da terra do Capital Inicial.

Enquanto há essa disputa para ver quem não governa o entorno, os números da violência assustam. Quando lemos jornais como Correio Braziliense e Jornal de Brasília – que são daqui-, percebemos que a segurança lá é mínima. Conheço uma pessoa que mora em Santo Antônio do Descoberto e ela diz: “lá é terra sem Lei. Na minha cidade, bandidos controlam nossa vida e ficamos desprotegidos. Não posso sair cedo, chegar tarde ou andar sozinha porque lá não tem segurança alguma”, disse uma senhora que achamos melhor não identificá-la.

Entorno é uma das regiões mais violentas do país

No entanto, vejam só. Na última semana, o hospital de Valparaíso foi inaugurado e olha só quem estava: Marconi Perillo, governador de Goiás. Não é relevante mencionar que Perillo é do PSDB e Agnelo Queiroz (governador do DF) é do PT, pois essa não é uma questão política. Este problema de descaso com a região é antigo e ultrapassa os limites partidários. Leia o comentário sobre o entorno do DF na íntegra: Leia o resto deste post

GDF planeja medidas para reciclar resíduos da construção civil

Por Mariana Zoccoli

Após passar 9 anos de resolução que regula setor, DF ainda não tem projetos para despejo correto do material

O Lixão da Estrutural, em Brasília, recebe todo lixo do Distrito Federal (DF) desde 1984. Hoje, o terreno tem mais de 15 milhões de toneladas de resíduos. De acordo com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o número cresce ao menos 11 mil toneladas por dia – dessa quantidade, 70% vem da construção civil. No entanto, o despejo é feito irregularmente.

A resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), publicada em 17 de julho de 2002, contém diretrizes para reduzir os impactos ambientais gerados pelos resíduos da construção civil. Após quase nove anos da resolução, o Governo do Distrito Federal (GDF) não cumpre nenhuma orientação do Conama, mas começa a pensar em projetos para solucionar o problema dos resíduos de construção civil.

No aniversário de Brasília, 21 de abril, o governador Agnelo Queiroz deve anunciar o novo aterro sanitário. O lixão da Estrutural será fechado e a recuperação do terreno pode levar mais de 10 anos para ser concluída. A Vila Estrutural, comunidade criada ao lado do lixão, terá um novo projeto urbanístico e, futuramente, casas serão construídas onde hoje só há lixo. Leia a matéria na íntegra.

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