Arquivo da categoria: Problemas de infraestrutura

GDF remove casas erguidas de forma ilegal no Gama

Fiscais do governo derrubaram três moradias construídas em área pública

Filipe Matoso

Se analisarmos a fundo as gestões de Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz à frente do Governo do Distrito Federal (GDF), veremos pontos em comum. No entanto, há muitas diferenças, que são notórias. Por exemplo, com Roriz no comando do Executivo, as apropriações de terra eram feitas praticamente todos os dias. Com isso, o crescimento populacional do DF sofreu com a ocupação desordenada.

No Distrito Federal, a Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops), a Agência de Fiscalização (Agefis) e outros órgãos públicos fazem parte do Comitê de Combate do Uso Irregular do Solo. Operações de derrubada são feitas diariamente e as invasões têm sido combatidas pela administração pública.

Somente nesta quinta-feira (16/11), três moradias erguidas de forma ilegal no Gama, cidade localizada a cerca de 40 Km de Brasília, foram removidas. De acordo com a Seops, a operação aconteceu durante a manhã.

Tratores da Seops em uma das ações de derrubada/ foto: Mariana Zoccoli - G1 DF

No condomínio Filadélfia, uma moradia feita em alvenaria, seis metros de muro construídos e um portão foram removidos. A invasão foi erguida em área pública, o que não é permitido por lei. A casa estava localizada em uma região que pertence à Área de Proteção de Mananciais. De acordo com os agentes que participaram da ação, a edificação estava a 180 metros de uma nascente de água.

Já no condomínio Floresta, uma casa construída em alvenaria foi removida. Outra edificação foi colocada à baixo no Condomínio Marlon. No setor Residencial Mansões Paraíso, 60 metros de cerca de arame foram retirados. Os três pontos pertencem à Área de Preservação Ambiental do Planalto Central (APA).

Não faremos propaganda para Agnelo Queiroz à frente do GDF, mas temos de reconhecer que a forma de lidar com invasões é diferente. Gestões anteriores não só faziam “vista grossa”, como incentivavam.

Urbanistas são mais preparados para falar sobre os problemas estruturais e sociais que as ocupações sem planejamento podem causar ao desenvolvimento regional. No entanto, sabe-se que as invasões aumentam problemas ligados à pobreza, violência e falta de infraestrutura habitacional, como saneamento básico quase nulo.

A Seops informou que a pessoa que mora nestas casas construídas de forma ilegal não responde à Justiça por crime. No entanto, o cidadão flagrado vendendo terras em área pública, passa a responder por parcelamento ilegal do solo, crime conhecido como “grilagem de terras”.

Até a próxima!

Em país que vai sediar Copa do Mundo, violência é inaceitável. Sim…

Seleção brasileira enfrenta a Holanda em Goiânia no próximo sábado (04)

Filipe Matoso

Há pouco tempo, Goiás e Vila Nova se enfrentaram no estádio Serra Dourada (Goiânia), pelas semi-finais do Campeonato Goiano e as cenas foram lamentáveis. Brigas entre torcedores, policiais e jogadores começaram por discussões em campo. Quando a partida terminou e os esmeraldinos se classificaram às finais, o jogador camisa nº 9 do Vila deu um chute em um dos jogadores verdes, que em seguida reagiu.

No próximo sábado (04), Brasil e Holanda se enfrentam em jogo amistoso e é muito difícil que as cenas se repitam. No entanto, desde quando sabemos que sediaremos a Copa do Mundo em 2014 ouvimos de jornalistas, cidadãos e políticos: “em país de Copa, brigas entre torcidas são inaceitáveis”. Ou então, “em país que vai sediar a Copa, a violência é inaceitável”.

Ora, desde quando a violência é aceitável em algum país que não vai sediar copa? As brigas vistas em Goiânia há dois meses não deveriam ser permitidas em lugar nenhum. Não podemos pensar que o fato de sediarmos a copa em 2014 é motivo para acabar com a violência em estádios.

Briga entre jogadores de Goiás e Vila Nova

Enquanto tivermos torcidas desorganizadas nos estádios, a violência não acabará. Este texto do Blog do Filipe será curto, pois é perigoso entrarmos em vários assuntos e assim perdermos o foco. Por exemplo, poderíamos falar das torcidas organizadas, de presidentes que incentivam a violência, problemas de infraestrutura e segurança ou torcedores irresponsáveis.

O fato é que a violência nos estádios deve ser diminuída ao máximo. Não é porque iremos sediar uma Copa do Mundo, mas, sim, porque devemos ter a garantia de que iremos aos estádios e sairemos tranquilos, sem termos problemas.

Chega desse papo de que “a Copa do Mundo virá para o Brasil e a segurança precisa ser reforçada”.  Quanto antes o Governo, polícia e torcedores agirem de forma responsável, será melhor para todos os frequentadores dos gramados brasileiros.

Ônibus utilizam estacionamentos irregulares na Capital Federal

DFTrans diz que não há reclamações da população e admite haver acordo informal com empresas

Por Mariana Zoccoli

Em Brasília, empresas de ônibus e micro-ônibus utilizam locais públicos para estacionar os veículos durante o dia. No entanto, essa prática, que acontece no estádio Mané Garrincha e nas entre quadras residenciais 214/414 Norte e 216/416 Sul, não é regulamentada.

A utilização desses espaços como estacionamento para veículos de transporte público acontece há muitos anos. Hoje, um acordo informal entre o GDF e as empresas continua permitindo a prática, que não é fiscalizada. A assessoria do DFTrans diz que uma das justificativas para não haver fiscalização de maneira rotineira é a falta de reclamações da população (passageiros e moradores).

Os zebrinhas, por exemplo, utilizam estacionamentos públicos na 214/414 Norte e 216/416 Sul. “Os nossos fiscais afirmaram que os veículos devem parar apenas como ponto de controle e para que os passageiros desçam”, completou a assessoria do DFTrans.

O órgão reconhece que as empresas desrespeitam as regras e os motoristas utilizam o espaço público como garagem em horários intermediários. Os fiscais, ao presenciar a prática, apenas orientam que os condutores deixem o local.

A ocupação irregular provoca manifestações de apoio e de desaprovação, ao mesmo tempo, entre os moradores e usuários.

A creche Meu Pequeno Mundo fica em frente a um dos locais onde estacionam os zebrinhas, na Asa Sul. Uma funcionária, que preferiu não se identificar, afirma que a diretora do local já fez várias reclamações. “A grade da escola, inclusive, foi danificada uma vez durante a manobra de um desses micro-ônibus”, conta. A diretora da creche não quis comentar o caso pessoalmente e não atendeu às ligações. Leia a matéria na íntegra Leia o resto deste post

Detran garante a idosos e deficientes vagas de carro exclusivas

Por Filipe Matoso, para o portal Na Prática

Beneficiário deve procurar Detran para garantir direito; quem estaciona de forma irregular tem carro apreendido

Desrespeito

O conceito de cidadania estabelece: conjunto de direitos e deveres aos quais um indivíduo está sujeito em relação à sociedade na qual vive. Além disso, é garantir que outras pessoas também tenham acesso aos direitos pertencentes a elas. Um exemplo é permitir a idosos e deficientes as vagas de carro exclusivas em estacionamentos. Entretanto, se tornou comum a cena de pessoas sem deficiência ou com idade inferior a 60 anos pararem em vagas especiais, sem o menor pudor.

Em Brasília, somente no ano de 2010 mais de 93 mil multas foram aplicadas a motoristas que pararam de forma irregular, de acordo com o Departamento de Trânsito (Detran). Apesar de haver multa para os infratores, o valor de R$ 80 parece não intimidá-los. Quanto à apreensão do veículo, basta pagar a multa. Ser cidadão não é somente reivindicar direitos, mas, sim, garantir que outras pessoas tenham acesso aos delas. (Leia a íntegra da matéria) Leia o resto deste post