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Ficha Limpa – a vitória é da população

Com decisão do STF, políticos com ficha suja não poderão se eleger

Filipe Matoso

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana que a Lei da Ficha Limpa já começa a valer a partir das eleições municipais que acontecem em outubro deste ano. Com a decisão, aqueles políticos que possuem problemas com a Justiça ficarão inelegíveis e quem ganha é a população, sem dúvida.

Mas é claro que só aplicar a lei não resolve. Agora que a Justiça fez a parte dela, chegou a hora de o eleitor também assumir a responsabilidade. O voto sem consciência é uma forma de atrapalhar a Democracia e fazer com que o país inteiro sofra nas mãos de políticos corruptos e comprometidos apenas com o desvio de verba.

Ministros do STF reunidos para discutir a aplicação da lei/ foto: Divulgação STF

A educação política das pessoas, o interesse pelo histórico dos candidatos e a avaliação antes das eleições vão mostrar que vale a pena blindarmos os políticos desonestos. O chamado “voto de protesto” é uma das formas de acabar com a política do país. Alguém vai se eleger e escolher uma pessoa despreparada não é uma simples forma de dizer que não concorda com a situação, mas, sim, uma maneira de piorá-la ainda mais.

A aplicação da Lei da Ficha Limpa é, sem dúvida, um ganho para todos nós. Saber que estão no Congresso apenas os políticos sem processos criminais circulando pela Justiça é muito bom. Perceber que o vereador do seu município não é acusado de desvio de verba, improbidade administrativa ou mau uso do dinheiro público deve dar uma sensação maior de confiança para com os representantes.

Roriz só pode se candidatar em 2023, quando terá 86 anos/ foto: Dida Sampaio - AE

No entanto, nem todo mundo pensa assim. Joaquim Roriz, figura carimbada da política do Distrito Federal, não achou justa a decisão do Supremo. Em nota enviada ao “G1 DF”, o ex-governador do DF afirmou que a Ficha Limpa é “injusta e violentadora”. O que acham?

Roriz foi quatro vezes governador. “Infelizmente, hoje, o Supremo tirou o direito de, soberanamente, escolher o melhor nome para governá-los em 2014, como já fizera em 2010, ao decidir não decidir, mutilando o processo eleitoral brasiliense”, afirmou o político na nota.

Barrado pela lei, como publica o “G1”, Roriz desistiu de disputar as eleições de 2010 para o governo do DF. Ele teve o registro de candidato negado, com base na Ficha Limpa, por que renunciou ao mandato de senador, em 2007.

Já o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, afirmou ao “G1 Política” que a decisão do STF de validar a aplicação integral da Lei da Ficha Limpa vai criar um “filtro” contra a corrupção na política brasileira, que, para ele, começará pelos partidos políticos.

“Foi uma vitória da cidadania, da democracia participativa. A lei terá impacto benéfico já nas eleições de 2012. Os partidos terão de escolher candidatos baseados nos critérios da lei. Os que passarem por esse filtro dos partidos serão os melhores.”, afirmou o presidente do TSE ao portal.

É, apresentei aqui os dois lados do jogo. Um defende a aplicação e o outro é contra. Como não preciso ser imparcial aqui no blog, até porque não seria o correto neste assunto, posso dizer que sou favorável à decisão do Supremo. Quanto antes pudermos barrar os políticos com ficha suja, melhor para nós. Esta é uma decisão que pode não ser sentida agora, mas, quem sabe, daqui a uns 10 ou 20 anos, a política brasileira vai estar em um patamar de qualidade que não esperávamos? Podemos esperar por isso.

Até a próxima e o blog volta à ativa depois do Carnaval. Aproveitem a folia!

Amaury Ribeiro Jr. fala sobre o livro “A privataria Tucana”

Filipe Matoso

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior lançou o livro “A Privataria Tucana” na última sexta-feira (9/12). A obra já deu o que falar. Blogueiros de esquerda comentam o teor do livro, já os de direita o atacam. O que é certo é que há muita polêmica envolvida. Lia o blog do jornalista Olímpio Cruz e vi que ele publicou o vídeo no qual Amaury fala sobre o livro. Vale a pena conferir. Os temas tratados, pelo menos no vídeo, já rendem boas discussões. Há quem diga que o tucanato não gostou da obra. Espero que curtam o vídeo abaixo! As imagens foram retiradas do site You Tube.

Vale lembrar que, em 20 de outubro do ano passado, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria na qual afirmou que a Polícia Federal “descobriu quem encomendou as informações” no episódio da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao tucano José Serra, e atribuiu a responsabilidade a Amaury Ribeiro Júnior.

E, aí? O que acharam?

Até a próxima!

PSDB começa nova propaganda política nesta quinta-feira

Partido fará a transmissão às 20h30 e a dúvida é sobre o conteúdo do vídeo

Filipe Matoso

O PSDB começa a transmitir a nova propaganda partidária a partir desta quinta-feira (13/10), às 20h30, no espaço reservado para o horário político gratuito. De acordo com a legenda, é uma nova tentativa de aproximar o partido da sociedade. Resta saber se será o início de uma campanha eleitoral. Confesso que estou curioso para ver o vídeo. Tomara que não apareça nenhum * que os eleitores ainda  desconhecem.

Existe uma expectativa. Ano passado, durante as eleições presidenciais, o nível de respeito ao eleitor estava lá embaixo. Ofensas, provocações, mentiras, religião e outros pontos tomaram conta do horário eleitoral durante os meses de campanha em 2010. Não só por parte do PSDB, claro, mas quase todos os partidos fizeram propagandas ruins.

*Zé: O tucano José Serra é conhecido desde a juventude quando atuava na União Nacional dos Estudantes (UNE) como José Serra. De uma hora para outra, ele se torna Zé. Na campanha eleitoral do ano passado, a música da campanha era “depois de votar no Silva [Lula], a hora é de votar no Zé [José Serra]”. Quer dizer, notoriamente, esta foi uma estratégia para aproximar o então candidato à presidencia do povo brasileiro, por causa da nossa cultura, de um modo geral. No entanto, foi um erro.

Como será a campanha do PSDB? Expectativa.../ Foto: site Agente 65

Em um cenário, foram colocados papelões atrás do candidato para “montar” uma favela. Como se não existissem milhões em todo o país. Ele, como candidato, tinha a obrigação de visitá-las. Não todas, claro. Em resumo, a campanha tucana ano passado foi atabalhoada, grosseira para com o eleitor e não adiantou. Houve a história da bolinha de papel, do aborto, do casamento gay e tantas outras que, sinceramente, não eram provocações ao PT, mas, sim, ao eleitor. O PT também foi mal em vários pontos, mas nosso foco neste post é a propaganda do PSDB que começa a ser transmitida hoje.

Para José Serra, o momento é de pensar nas eleições municipais (prefeitos e vereadores). “O ano de 2014 está longe. Antes vem 2012. Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza a oposição”, disse o tucano no microblog Twitter, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Tomara que a propaganda seja voltada para a população, com apresentação de ideias, propostas e não apenas ofensas ao governo. Afinal, oposição fraca resulta em governo fraco. E isso nós não queremos.

Por sinal, como ficam os tucanos José Serra e Aloysio Nunes na propaganda? Vai saber…

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tentou justificar hoje o fato de a propaganda partidária de sua legenda não ter contemplado algumas lideranças, como o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador José Serra. Por conta disso, Aloysio usou o twitter, na sexta-feira (30), para reclamar que tanto ele quanto Serra foram ignorados pelo partido. “O diretório estadual optou por dar prioridade às lideranças regionais”, disse Alckmin, alegando ainda que a propaganda do PSDB foi reduzida à metade devido a uma punição da Justiça Eleitoral e que não houve tempo suficiente para contemplar todos os tucanos. (Fonte: Portal IG 03/10)

Confira na íntegra a nota divulgada pelo PSDB:

Brasília (13/10/11) – O PSDB inicia nesta quinta-feira, 13, o processo de reaproximação com a sociedade e suas bandeiras em programa no horário político gratuito de rádio e TV, levado ao ar às 20h30. “Nós vamos reestruturar o partido para reaproximá-lo da sociedade e das suas bandeiras”, afirmou o presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra.

O programa vai destacar as conquistas dos oito anos em que o PSDB governou o país quando Fernando Henrique Cardoso criou o Real e iniciou o processo de estabilização econômica mantido pelos seus sucessores.

Na TV, o PSDB também vai mostrar que os programas sociais de transferência de renda foram iniciados no governo tucano, responsável ainda pelas medidas de fortalecimento do sistema financeiro e a Lei de Responsabilidade Fiscal, fundamentais para manter o país protegido das crises externas.

O voto distrital se mostra como melhor opção para a democracia

Voto na legenda poderia ser extinto

Filipe Matoso

Entre os vários pontos abordados na Reforma Política, tão exigida pela sociedade e defendida por políticos, estão o fim da reeleição para o cargo de presidente da República (de quatro anos o mandato passaria a ser de cinco anos), o voto facultativo (deixaria de ser obrigatório) e o voto distrital. No fim das contas, para quê serve esta modalidade de votação? Bem, você já reparou que quando vai votar para deputado federal pode apenas digitar os dois primeiros números do candidato? Por exemplo, Aécio Neves (PSDB) se candidata a deputado e o número é o 4545. No entanto, se o eleitor digitar apenas 45, o voto será computado. Olha o eleitor sem clareza da situação.

Ora, por que isso é possível? Pois atualmente o voto serve para a coligação. No caso, o eleitor vota em todos os partidos que compõem determinado grupo. No Distrito Federal, o vencedor das eleições para governador foi o petista Agnelo Queiroz, que formou a chapa Novo Caminho, formada por inúmeros partidos políticos. Para o assunto não estender, pois é complicado, temos de explicar que o resultado das eleições depende do quociente eleitoral e do  coeficiente partidário.

O atual sistema de contagem de votos ainda não é claro para o eleitor/ foto: Lide Brasil

O quociente eleitoral é a quantidade necessária de votos para que um candidato seja eleito deputado (federal, estadual, distrital ou vereador). O Qe é obtido quando divide-se o número de votos válidos pelo número de cadeiras a serem preenchidas. Exemplo: Se no Distrito Federal são computados um milhão de votos válidos e há 24 cadeiras, o número de votos que o candidato deve ter são  41.700. O coeficiente partidário (Cp) é obtido quando o número de votos do partido é dividido pelo Qe. Ou seja, se no DF o coeficiente eleitoral é de 41.700, e a coligação Direita Azul, formada por DEM, PSDB e PSD, obeteve 300 mil votos, o Cp, ou número de vagas para este grupo, será de sete cadeiras.

Percebe como é complicado entender siglas e contas? Se o voto distrital for aprovado na Reforma Política, o eleitor poderá votar no candidato que preferir e se este político estiver entre os 24 com o maior número de votos, será eleito deputado federal, ou distrital. Parece justo, simples  e fácil de ser entendido. Além disso, deixaremos de  eleger candidatos com os quais não simpatizamos.

Vamos imaginar. Você votou no candidato Dr. Michel Alves (PSL-DF) para deputado distrital. No entanto, há na coligação um outro partido, que possui o ex-presidente Lula também como candidato. Você não concorda com as ideias do ex-metalúrgico, mas as chances de ele ser eleito se o Dr. Michel receber muitos votos é grande. Entende?

Como disse o tucano José Serra, o voto distrital poderia começar a valer já em 2012. Quem ganha é o eleitor. No atual sistema de coeficientes e quocientes, quem leva a melhor são os partidos.

Questões técnicas do voto distrital:

O município (no caso de eleição para vereador), e o Estado (eleições de deputados estaduais e federais) passam a ser divididos em distritos. Em vez de serem eleitos 50 vereadores ou 70 deputados estaduais com votos em todo o município ou Estado, por exemplo, a cidade fica dividida em 50 distritos e cada um deles elege um vereador. O mesmo se dá no Estado, dividido em 70 distritos e cada um responsável por eleger um deputado federal. O voto distrital também pode ser misto, sendo parte eleita pelo sistema atual e apenas parte pelo sistema distrital. (Fonte: O Globo)

Balanço político das últimas semanas

Para comentarmos os temas mais atuais da Política Nacional, vamos relembrar alguns fatos importantes

Filipe Matoso

Bem, você viu no último post que ficamos ausentes por duas semanas. Sem charges, comentários, matérias, etc. No entanto, muitos fatos aconteceram. O ex-ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), perdeu o cargo e a Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o repórter Gustavo Nogueira Ribeiro, da revista Veja, tentou invadir o quarto de José Dirceu no hotel em que o ministro-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula se hospeda em Brasília. Além disso, o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, desistiu da candidatura à prefeitura de Luziânia, nas próximas eleições municipais, em 2012. Portanto, vamos lá, caso a caso, falar um pouco de cada.

Pedro Novais deixa o Ministério do Turismo

Era questão de tempo. Antes mesmo de o Governo Dilma começar, o peemedebista já havia se envolvido em problemas, após uma denúncia do jornal O Estado de S. Paulo, na qual um fato inesperado foi divulgado: aos 80 anos, o então parlamentar havia utilizado verba da Câmara dos Deputados para pagar uma festa em um motel na capital maranhense, São Luis. Como publica Carta Capital, para evitar uma crise de início de governo, Dilma aceitou a versão do ministro recém-nomeado, tão esdrúxula como convincente, de que ele, sim, pagou a festa, mas não participou da tertúlia.

No decorrer dos oito meses em que esteve à frente do Turismo, Novais foi anunciado na mídia diversas vezes. A primeira realmente bombástica, foi durante a Operação Voucher, comandada pela Polícia Federal, na qual 38 pessoas foram presas na época, acusadas de desviar mais de R$ 10 milhões na pasta. Então, ninguém mais falou no ministro, a poeira baixou e tudo se acalmou.

Pedro Novais/ foto: blog Barra do Corda News

Daí entra o jornal Folha de S. Paulo. Duas reportagens publicadas no veículo serviram para decretar a saída de Pedro Novais do ministério. No dia 13 de setembro, o jornal noticiou que o ministro pagava as contas da governanta pessoal com salário de servidora da Câmara dos Deputados, durante sete anos, para a “secretária parlamentar”. Esta mulher não esteve sequer um dia no Congresso para trabalhar. Além disso, a mulher de Novais tinha como motorista particular Adão dos Santos Pereira. Nenhum problema, se ele não fosse funcionário da Câmara, contratado para o gabinete do deputado Francisco Escócio (PMDB-MA), do mesmo partido de Novais e da turma aliada ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-PA).

Nossa opinião é de que foi melhor para o Governo Federal ter Pedro Novais fora do Ministério do Turismo. Se na Marcha contra a Corrupção, realizada em Brasília no último dia 07 de setembro, havia uma faixa “Dilma da Puta, não faz nada!”, este cidadão estava errado. Pelo que parece, à medida em que pessoas do governo são descobertas envolvidas em supostos esquemas, saem do cenário político do qual Dilma é chefe. Vale ressltar que o blog não julga aqui Novais como corrupto, quem tem o poder para fazer tal afirmação é a Justiça, não nosso espaço.

Veja e a tentativa de invasão

No dia 18 deste mês, o site Brasil 247 noticiou que a investigação comandada pela 5ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que um repórter de Veja tentou invadir o quarto de José Dirceu no hotel Naoum, onde o ministro durante o Governo Lula se hospeda em Brasília. O fato chegou a ser comentado duas vezes aqui no Blog do Filipe, várias pessoas elogiaram, outras disseram que o blog é petista e, no fim das contas, as suspeitas se confirmaram. A denúncia de uma simples camareira divulgada no blog de Dirceu resultou em uma investigação contra o repórter da revista da Editora Abril.

De acordo com o site, o delegado-chefe da 5ª DP, Laércio Rossetto, informou que o jornalista admitiu ter tentado entrar em um ambiente privado – no caso, vale ressaltar que era o quarto do petista. Talvez não haja muito o que comentar, pois o blog deixou bem clara a opinião em relação a este assunto nos últimos posts. Somente uma punição severa daria o exemplo. Imagine só se nada acontecer ao repórter e à revista, simplesmente será passado à população de que não há problemas em infringir a Lei e vale tudo para investigar a vida de uma pessoa, mesmo que você não seja policial ou apto para tal atitude.

O Poderoso Chefão, por Veja/ foto: site GSM Fans

Sem mais delongas, os defensores do Jornalismo Investigativo praticado pelo repórter Gustavo Nogueira Ribeiro devem ter ficado chateados com a polícia. Afinal, investigou o caso, como órgão competente (o que o repórter não é e pelo jeito não sabia, pois tentou entrar no quarto de Dirceu), e chegou a uma conclusão: Nogueira Ribeiro tentou violar a suíte coupada pelo petista. Segundo o Brasil 247, o resultado da investigação, apoiada em imagens do circuito interno do hotel, cópia dos depoimentos e outros documentos, foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal de Brasília, que vai decidir se abre processo contra Gustavo. Confira a renúncia de Joaquim Roriz à candidatura nas eleições municipais de Luziânia-GO em 2012: Leia o resto deste post

Jaqueline Roriz entra na Câmara chorando, mas sai sorrindo

Com 265 votos a favor da absolvição e 166 contra, mais 20 abstinências, Jaqueline Roriz não perderá o mandato de deputada federal

Filipe Matoso

Dirigia o carro na manhã desta quarta-feira (31/8) e ouvia a rádio CBN, quando começaram a falar na programação sobre a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Com 265 votos a favor, 166 contra e 20 abstinências, a filha de Joaquim Roriz foi absolvida das acusações de envolvimento no escândalo conhecido como Mensalão do DEM no Distrito Federal.

Bem, contra imagens não há argumentos. Segundo o site Terra, Jaqueline recebeu uma quantia de aproximadamente R$ 50 mil de Durval Barbosa, ex-delegado de polícia e delator do esquema de corrupção que envolveu políticos do DF e o ex-governador, ex-DEM, José Roberto Arruda. Por sinal, em 2006, a filha de Roriz era candidata ao cargo de deputada distrital.

Agora Jaqueline Roriz não tem motivos para chorar, apenas para sorrir/ Foto: site Folha do Delegado

Confira as reportagens do Jornal da Globo (TV Globo) e do Jornal das Dez (Globo News), exibidas nesta terça-feira (30/8), e os comentários de Heraldo Pereira e Carlos Monforte.

Por fim, não há muito o que dizer. Na última terça-feira, a quebra de decoro parlamentar não foi praticada por um deputado, mas, sim, pela Câmara. Que tal a sociedade cobrar explicações dos parlamentares? Que tal ainda o  Congresso explicar porque o ato de receber dinheiro ilícito é considerado algo normal?

Na verdade, caros leitores, nada aconteceu, tudo não passa de um mero engano, ou uma confusão. Provavelmente, as imagens e reportagens sobre o caso veiculadas nos principais jornais do país foram forjadas e compradas, talvez, por inescrupulosos políticos. Afinal, estes querem acabar com a imagem da deputada e deturpar o real sentido pelo qual Jaqueline Roriz se tornou parlamentar: o amor pelo povo brasiliense.

Avaliação de Dilma em oito meses e Lula como candidato do PT em 2014

Presidenta mostra pulso firme e alguns jornalistas tentam criar mais um factóide envolvendo o PT

Filipe Matoso

Nesta semana, a revista Carta Capital completa 17 anos e traz uma edição especial de aniversário.  A publicação intitulada “O Brasil de Dilma” apresenta uma entrevista com a presidenta, artigos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Maria Rita Kehl, Delfim Netto, entre outros. Além disso, há um em especial, de Marcos Coimbra. Nele, o autor avalia o Governo Dilma e mostra de forma simples como foram os oito primeiros meses da petista à frente do Executivo.

A análise de Coimbra é muito boa. O autor apresenta três pontos cruciais para o Governo Dilma ser considerado, pela primeira vez, uma real sucessão da gestão anterior. No caso, chefiada por Luiz Inácio Lula da Silva. Os aspectos impressos na edição especial são citados abaixo.

Carta Capital 17 anos: O Brasil de Dilma/ Foto: Carta Capital

Coimbra diz que o primeiro ponto é o da real continuidade ao antecessor, afinal, “Collor não era isso para Sarney, Fernando Henrique se sentia maior que Itamar Franco, e Lula e ele haviam sido adversários (quase) a vida inteira”. Muito bom!

Posteriormente, o autor publica que Dilma não se encaixa no “tipo ideal” de presidente que existe em nossa cultura política. Coimbra diz ainda que a petista está longe de ter algo extraordinário ou excepcional, algo comum em antecessores. De fato não tem e mesmo assim leva o governo de forma legítima e com pulso firme.

Por fim, o terceiro aspecto é o de Dilma demonstrar menos disposição para considerar natural o que outros políticos achavam inevitável como, por exemplo, a corrupção em alguns ministérios. Não por acaso, a presidenta disse, “sem papas na língua”, que iria “lutar contra os mal feitos” da forma que fosse necessária.

Dilma Rousseff tem apoio de Veja e Carta Capital/ Foto: Exame.com

Carta Capital ganhou destaque ao praticamente enfrentar Veja nas eleições presidenciais do ano passado. Enquanto a revista ligada à Editora Abril colocava-se em defesa de José Serra e contra Dilma, a maior rival no campo político fazia o contrário, batia de frente e apresentava o lado petista da disputa. Não é necessário dizer se alguma agia de forma correta, ou não, pois essa opinião varia de acordo com o envolvimento político do leitor.

Voltando à Carta desta semana, o artigo de Maria Rita Kehl relembra que entre as principais diferenças entre Dilma e Lula está o fato de o ex-metalúrgico ter um jeito de pai dos brasileiros. Inclusive, chegou a nomear Dilma como mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sem ela ter essa imagem de carinhosa perante a sociedade. Dilma não. A presidenta tem pulso firme, age com a cara fechada e, como dizemos em Minas Gerais, “coloca os pingos nos is”. Entende?

Fosse José Serra à frente do Executivo em agosto de 2011, a luta contra a corrupção seria algo extraordinário, jamais visto na história do Brasil e um ato heróico de um homem predestinado a ser o melhor presidente do país. Com Dilma pode parecer não ser muito diferente, pois até a revista que mais atacou a petista nas últimas eleições, Veja, deu o braço a torcer e se apresentou como o novo apoio à presidenta.

Já nas questões políticas, Dilma arrumou encrenca. O combate à corrupção gerou, na verdade, o desligamento do PR da base aliada e o descontentamento do PMDB, após denúncias de supostos esquemas de corrupção. O curioso é ver partidos alegarem que Dilma não os defende e atua como a grande imprensa deseja. Engraçado ainda é perceber que a denominada pela imprensa “faxina no governo” é temida e a oposição se faz valer disso. Democratas se movem para criar uma comissão contra a corrupção e prometem divulgar nos veículos de comunicação os nomes de parlamentares que não a apoiarem.

Parece tudo uma bagunça. Enquanto Dilma age, de forma correta, ou não, partidos se rebelam e líderes do governo têm de se mexer para aprovar projetos em plenários no Congresso Nacional. Já a imprensa, elogia, aplaude. E a população? Os escândalos e questões econômicas fizeram a presidenta perder pontos na popularidade entre os eleitores.

Entretanto, se engana quem a vê em curva decrescente. Dilma tem a maior aprovação para os primeiros oito meses de governo, comprada aos antecessores. A petista parece mostrar para a sociedade que não possui o caráter paternal que tinha Lula, ou o de sempre conciliar-se para não perder apoio político. De fato, um presidente cai sem o respaldo do Congresso, assim como aconteceu com Collor. No entanto, Dilma parece ter coragem de enfrentar uma queda de braço contra os interesses políticos acima de tudo e isso incomoda, não é senador Alfredo Nascimento (PR)? Confira o post na íntegra: Leia o resto deste post

PR deixa base aliada de Dilma, mas governo ganha pontos com a população

Ações de Dilma nos Transportes fizeram governo perder apoio do partido, mas podem render votos em próximas eleições

Filipe Matoso

No fim das contas, o PR oficializou a saída da base aliada do Governo Dilma Rousseff. Como chegamos a postar aqui no blog, as dores de cabeça começaram após as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, na época chefiado pelo agora senador Alfredo Nascimento. Os problemas, na verdade, se deram, pois o partido não concordou com as demissões feitas por Dilma na pasta, e líderes chegaram a anunciar que “o partido não é lixo”.

Na última terça-feira (16/8), em discurso no plenário do Senado, Alfredo Nascimento falou bastante. Além disso, o partido disse que abre mão de todos os cargos no Governo Dilma, originados por indicações políticas. Opa! “Péra aí”! O atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é filiado ao partido, mas a sigla não pediu para ele sair. Por quê?

O blog acredita que Dilma ganhou votos após atitudes nos Transportes/ Foto: Mingau de Aço

Sérgio Passos é indicação pessoal de Dilma e não é sugestão do PR ou de Lula. Além disso, o novo chefe dos Transportes tem perfil técnico e não político, o que contrariou o partido desde o início. Se dependesse da sigla, Passos não estaria no cargo. Para o blog, as nomeações de ministros no governo devem ser feitas de uma maneira racional e não impulsiva.

Se Dilma tivesse seguido as orientações do PR, hoje Blairo Maggi seria o ministro dos Transportes. Vale lembrar que Nascimento era chefe da pasta durante o Governo Lula. Portanto, ter uma pessoa com perfil técnico, neste momento, é mais interessante, pois o ministério está completamente desorganizado. A todo momento saem novas denúncias, pessoas demitidas e os problemas não param por aí.

O blog acredita que politicamente o governo perdeu, pois o apoio do PR renderia votos para a reeleição de Dilma, em 2014. Entretanto, se as indicações políticas do partido não trabalharam da maneira correta, é melhor que deixem a base aliada. Na Política, há muita gente dando o sangue, como diz o ditado, para conseguir aliados e ganhar votos. Muitas vezes, a confiança dos eleitores aparece quando a sociedade percebe as atitudes de um governante e as enxerga como benéficas para a população. Assim, o apoio em si deixa de ser vital para uma possível reeleição.

Por sinal, o editorial da revista Veja (Editora Abril) desta semana é de apoio à presidenta. Querem apoio maior? A publicação que atacou Dilma e o PT durante todas as edições próximas ao período eleitoral do ano passado elogiou as atitudes da petista nos últimos meses. No âmbito jornalístico-político, se é que este termo existe, essa é uma atitude inesperada da revista. Quem dirá sobre o apoio que ela receberá a partir de agora da população…

Matéria publicada no Estadão causa confusão política ao leitor

Título de matéria veiculada no jornal transmite ideia contrária à história de PT e PSDB

Filipe Matoso

No site do jornal O Estado de S. Paulo (www.estadao.com.br), foi divulgado, na última segunda-feira (8/8), um texto com o seguinte título: “Governo Dilma segue dica de FHC e busca nova Classe C”. Curioso, não? Focaremos apenas no título da matéria, para mantermos o post em um único caminho. A chamada para a nota causa uma confusão tremenda às pessoas que acompanham Política diariamente.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) escreveu um artigo e nele afirmou que “a oposição deve voltar a atenção para a nova classe média”. Ao ler o título, do Estadão, temos uma primeira impressão de que as fichas dos líderes do Governo Dilma caíram, como dizem no popular, e eles resolveram agir. Até aqui, está tudo muito truncado e confuso, não está? É isso que o título causa no leitor.

FHC/ Foto: Portal IG

Historicamente, o PSDB tem como eleitores, filiados e políticos, pessoas das classes A e B, com grau de estudo elevado, poder aquisitivo alto e geralmente são empresários. Além disso, a Direita sempre foi uma visão política com os olhares mais voltados para a Economia. Não à toa, a maior bandeira levantada por Fernando Henrique Cardoso (FHC) e aliados, em campanhas políticas, é a criação do Plano Real. Vale ressaltar que o plano foi criado durante o Governo Itamar Franco, o político se chateava com a atitude tucana e isso não é reconhecido.

Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores nasceu após Lula criar movimentos sociais a favor dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo-SP. Os sindicatos, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais manifestações de categorias unidas surgiram para defender os direitos das classes com menor poder aquisitivo: C, D e E. A Esquerda, campo político adotado pelo PT, tem como objetivo o lado Social do país e a visão de avanço é totalmente oposta à da Direita. Dilma Rousseff/ Divulgação PR

Aqui no blog não iremos dizer se um é melhor que o outro, até porque não é necessário. Na Democracia, os partidos têm opção de seguirem a ideologia que quiserem e o cidadão o livre arbítrio de decidir em quem votar.

Voltando ao assunto, percebe como é difícil entender as chances de o Governo Dilma ter seguido as orientações de FHC para focar na nova classe média, antes formada por cidadãos que viviam em pobreza extrema? Se o PT sempre foi voltado para as pessoas com menor poder aquisitivo e o PSDB para os cidadãos com maior, como um tucano recomenda esta troca? Parece tudo muito confuso. Confira o comentário na íntegra: Leia o resto deste post

Afinal, a responsabilidade é de Sérgio Passos?

Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes, diz que orçamento da pasta cresceu muito enquanto teve Paulo Sérgio Passos à frente do setor

 Filipe Matoso

Na última semana, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), tomou posse no Senado, após ser demitido pela presidenta Dilma Rousseff. Escândalos e denúncias à parte, Nascimento aproveitou o discurso no Congresso Nacional para falar de Paulo Sérgio Passos, ex-secretário-executivo da pasta e agora ministro.

“O Ministério dos Transportes já era uma das pastas com o maior volume de investimentos no PAC e, para o período aberto em 2011, registrava um aumento significativo em todos os projetos”, afirmou Nascimento. Sobre uma possível conversa com a presidenta Dilma, o senador afirma ter avisado à atual chefe do Executivo o grande crescimento do orçamento na pasta. “Coloquei o assunto para a presidenta e informei que já começara a trabalhar no ajuste”, disse o político.

Alfredo Nascimento/ Foto: portal UOL Notícias

Além disso, Nascimento afirmou em plenário: “quando saí, junto com a presidenta Dilma, então ministra, o PAC do Ministério dos Transportes significava um pacote de investimentos da ordem de R$ 58 bilhões. Quando retornei, já estava em R$ 72 bilhões”. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a ministra do Planejamento (responsável pelo orçamento federal), Miriam Belchior, não se pronunciou sobre o caso.

À frente do ministério, na época, ficou o então secretário-executivo, Sérgio Passos.

Com isso, Nascimento quis dizer que quando saiu estava de um jeito e, ao retornar o ministério, o encontrou diferente. Dessa forma, joga uma parcela de culpa para Passos. Prato cheio para a oposição. Não à toa, o ministro dos Transportes terá de prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional, após as declarações de Alfredo. Inclusive, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no setor.

Se Nascimento é culpado, ou não, se Passos teve algo a ver com os problemas, somente investigações e esclarecimentos poderão resolver, não o blog. Entretanto, o foco será em Alfredo Nascimento. O senador jogou a bomba-relógio, então, para Passos.

As denúncias feitas pela revista Veja foram comentadas aqui no Blog do Filipe, pois havia muito tempo em que não se via tal qualidade. Além disso, chegamos a dizer que Dilma agia bem ao demitir todas as pessoas envolvidas em escândalos. No entanto, deixamos para comentar as declarações de Nascimento em outro texto. Confira a íntegra do comentário: Leia o resto deste post