Arquivo mensal: janeiro 2012

“Dos 27 presidentes de Tribunais de Justiça, 15 possuem processos contra eles”, afirma presidente da OAB

Presidente nacional da ordem disse que Conelho Nacional de Justiça deve investigar juízes acusados de irregularidades

Filipe Matoso

Em um evento realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Brasília nesta terça-feira (31), o presidente da instituição, Ophir Cavalcanti Júnior, disse que “dos 27 presidentes de Tribunais de Justiça estaduais, 15 possuem processos contra eles”. Os dados, segundo ele, foram retirados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O ato público reuniu na capital federal alguns senadores e magistrados, que tinham como objetivo defender os poderes de investigação do CNJ. Os participantes concordam que o conselho deve investigar os processos criados contra juízes, independente das corregedorias estaduais, muitas vezes, segundo eles, “compostas por suspeitos de atitudes irregulares (…) e que não honram a toga”.

Nesta quarta (1º), o Supremo Tribunal Federal deve decidir se o conselho pode ou não investigar juízes antes das corregedorias dos tribunais.

Cezar Peluzo, figura decisiva no Judiciário brasileiro/ foto: último segundo - IG

No discurso, o presidente nacional da OAB disse que “sem as investigações do CNJ, se beneficiarão os magistrados sem compromisso com a Justiça”. Para Ophir, o conselho “não é dos magistrados, mas, sim, dos brasileiros.”

Ao G1 Política,  o senador Demóstenes Torres disse que há magistrados “com medo” do CNJ. “Só teme quem deve alguma coisa. Todos os poderes devem prestar contas. O CNJ deve investigar os juízes de maneira originária, sem depender das corregedorias estaduais”, disse o político. “Ninguém está acima da lei”, completou.

Primeiro presidente desde a criação do conselho, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou que “os juízes devem prestar contas de que servem, para que servem, para o que vieram, o que fizeram e o que deixaram de fazer”, publicou o G1.

Bem, realmente os juízes não podem estar acima da lei. Afinal, se houver algum indício de irregularidades contra alguém, seja quem for, é fundamental exisitir um órgão competente para fazer as investigações.

Até a próxima!

Gilberto Carvalho rebate Época após denúncias de suposto tráfico de influência

Edição desta semana tenta mostrar que chefe de gabinete de Lula exerceu o poder além do que lhe era permitido 

Filipe Matoso

A revista Época publicou neste fim de semana uma reportagem na qual afirma que o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, exerceu uma influência decisiva para o Ministério de Ciência e Tecnologia abrir as portas para o Instituto de Tecnologia Social (ITS), que pertence à ex-deputada federal Irma Passoni (PT-SP).

Além disso, informou que a ONG obteve mais de R$ 14 milhões em verbas de convênios firmados com o Governo Federal, “desde que o PT [Partido dos Trabalhadores] chegou ao Palácio do Planalto [em 2003]”.

Ainda segundo a revista, “a ONG firmou nove convênios com o M.C.T com valores superiores a R$ 6 milhões. Quem fez as honras da casa foi outro amigo do ministro, Joe Valle, ex-secretário de Inclusão Social do ministério, atualmente deputado distrital pelo PSB em Brasília. Como secretário, Valle era o responsável por aprovar os projetos do ITS”, publica Época.

No fim das contas, a reportagem pretende mostrar ao leitor que houve tráfico de influência nos corredores que ligam o Planalto e os ministérios à ONG, por parte do atual chefe da Secretaria-Geral.

Como a reportagem trata de diversos assuntos e é extensa, vamos ficar por aqui, para não prolongar.

O ideal é ler a íntegra da matéria publicada na Época e fazer uma análise da  defesa de Gilberto Carvalho, que você pode ler abaixo.

Gilberto Carvalho/ foto retirada do Blog do Areton

Confira na íntegra a nota disponibilizada no site oficial da Secretaria-Geral em resposta ao conteúdo da reportagem:

A matéria “O amigo das ONGs no Planalto”, da revista Época nº 715, é uma afronta a princípios básicos do jornalismo. O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, nunca “apadrinhou” nenhuma ONG.

Ele não interferiu ou influenciou na celebração de convênios do Instituto de Tecnologia Social (ITS) com órgãos do governo federal, como tenta sugerir a matéria. Época não apresenta nenhuma acusação de desvios contra o ITS, mas somente uma suposta cobrança de prestação de contas atrasada.

O que a matéria indica é que o ITS já prestou relevantes serviços à sociedade, em parcerias com o governo federal. A ex-deputada Irma Passoni e o bispo dom Mauro Morelli são referências de postura ética, reconhecidos por dedicarem suas vidas a causas sociais.

O ministro não é um “pistolão do Planalto” de quem quer que seja. A matéria não mostra nenhuma evidência ou prova de favorecimento ou tráfico de influência contra o ministro Gilberto Carvalho, simplesmente porque elas não existem.

A matéria da Época é flagrantemente contrária aos Princípios Editoriais das Organizações Globo, a quem pertence a revista, especialmente nas diretrizes que determinam isenção e correção na elaboração de seus conteúdos.

Até a próxima!

Coreia do Norte continua a ameaçar liberdade de cidadãos

Durante luto oficial no país, cidadão que utilizar celular será considerado criminoso de guerra

Filipe Matoso

É sempre complicado falar de política internacional quando não se vive na realidade dos moradores de determinada região. Seja a morte de Muammar Kadhafi, a derrubada de Hosny Mubarak ou o enforcamento de Saddam Husein, é difícil explicar daqui o que tais situações representam para a população local. Desta vez, o foco das discussões é a Coreia do Norte.

Um decreto foi criado no país para proibir o cidadão de falar ao telefone celular durante o período de cem dias de luto oficial pelo qual a Coreia do Norte está passando, desde a morte do ex-ditador Kim Jong-il, em 17 de dezembro do ano passado. O norte-coreano que for contra a medida será considerado criminoso de guerra e receberá punições como tal.

Para completar, as penas serão aplicadas para as pessoas que saírem rumo à China. De acordo com o site Tech Tudo, “aqueles que forem pegos tentando fugir da pobreza e opressão política estabelecida pelo governo da Coreia do Norte, ou que forem detidos na China e mandados de volta para o país, serão enviados para campos de concentração e trabalho pesado. Os reincidentes na tentativa de deserção são executados”. Acreditam?

O novo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un/ foto: CBS News

Quer dizer, parece não ter fim a repressão à liberdade dos cidadãos norte-coreanos. Para nós, pode parecer um absurdo, claro! Aqui o governo fala em criar um órgão para regular a mídia e alguns veículos já falam em Ditadura e Censura. Imagina…

Vale lembrar que o alerta na Coreia do Norte foi enviado à população pelo Partido dos Trabalhadores, que possui o poder no país, para, segundo o Tech Tudo, garantir a estabilidade e a governabilidade de Kim Jong-un.

De acordo com site Café das Quatro, a organização Anistia Internacional (AI) afirmou em dezembro de 2010 que a morte de Kim Jong-il abriria uma oportunidade para melhorar “o histórico catastrófico dos direitos humanos” na Coreia do Norte, apesar de acreditar que Kim Jong-un possivelmente intensificaria esta repressão.

No fim das contas, ainda é muito cedo para afirmar como será o governo de Kim Jong-un. Enquanto uns imaginam que a repressão no país irá aumentar, outros têm a esperança de que as portas do país serão abertas para o restante do mundo. Certo é que classificar um norte-coreano como criminoso de guerra por tentar fugir para a China ou falar ao celular durante o luto oficial é uma continuação do antigo governo.

O Partido dos Trabalhadores se mostra, por agora, “dos trabalhadores” e dos repressores. Mas é como disse antes, é difícil falar daqui sem entender a realidade na qual as pessoas de lá vivem.

Até a próxima!

Gilberto Carvalho afirma que é natural governo e partidos aliados estarem “ora em lua de mel, ora em crise”

Saída de Elias Fernandes Neto do Dnocs pode ter gerado ambiente de conflito entre governo e base aliada

Filipe Matoso

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira (27) em Porto Alegre, onde participa do Fórum Social Temático, que é preciso ter “maturidade, serenidade e confiança de que a gente [governo] vai continuar caminhando no processo de diálogo”. As declarações de Carvalho surgem em um momento delicado em que Planalto e PMDB, principal aliado de Dilma, devem tomar cuidado para um ambiente de conflito não surgir.

A saída de Elias Fernandes Neto do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), subordinado ao Ministério da Integração Nacional, pode ter gerado este ambiente tenso. O padrinho político do ex-diretor, o senador Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), teria descartado a possibilidade de o governo criar uma crise com o maior partido da base aliada, em torno do Dnocs. Este foi o fator preponderante para a presidenta Dilma exigir a demissão de Fernandes Neto. Dizem nos bastidores que ela teria se sentido ameaçada.

Não é por acaso que Gilberto Carvalho tratou de acalmar os ânimos. O vice-presidente da República, Michel Temer, é do PMDB. Sem o apoio do partido, o governo não consegue aprovar projetos no Congresso, o que dificultaria, e muito, a permanência de Dilma na Presidência. Na Política, as articulações e alianças feitas entre os partidos são fundamentais para a sobrevivência de cada um no poder.

Gilberto Carvalho/ foto retirada do site da Veja

De todo jeito, o ministro afastou qualquer chance de rompimento, o que, naturalmente, pode-se esperar em situações como esta, que rapidamente são resolvidas. De acordo com a Folha de S. Paulo, Gilberto Carvalho disse ainda que “as relações com os partidos aliados ao governo são sempre dinâmicas. Ora estão em lua de mel, ora estão em crise. É natural isso. A gente [governo] tem que ter muita serenidade”.

Em resumo, a tensão entre o Planalto e o PMDB se dá pela disputa de cargos políticos, como é o caso da diretoria do Dnocs. Afinal, o departamento lida com recursos federais. No fim das contas, o principal aliado do Governo Dilma não irá se manifestar contra o Executivo caso permaneça com o cargo. Porém, se o próximo diretor for filiado a outro partido, a situação pode se complicar.

Mas acredito que este episódio será resolvido com diálogo e negociação. Dificilmente a aliança entre PT e parte do PMDB se romperá por causa da saída de Fernandes Neto.

Até a próxima!

Dilma determina e diretor do Dnocs pede exoneração após denúncias

Saída de Elias Fernandes Neto da empresa ligada ao Ministério da Integração Nacional foi confirmada nesta quinta-feira

Filipe Matoso

Não teve jeito. A situação política do diretor do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), Elias Fernandes Neto, se tornou insustentável no governo. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a demissão foi uma exigência da presidenta Dilma Rousseff. A principal suspeita contra Neto é a de que ele teria favorecido o estado de origem, o Rio Grande do Norte, no repasse de recursos federais.

Uma reportagem publicada na última terça-feira (24) pelo jornal O Globo mostrou que um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou irregularidades na administração do departamento. Para se ter ideia, dos 47 projetos que receberam verba, 37 eram no Rio Grande do Norte.

Elias Fernandes Neto/ foto: Blog da Dilma

“Não houve privilégio. O que acontece é que quando os municípios apresentam projetos ao Governo Federal, avalia-se a necessidade do repasse e, então, ele é feito”, disse o agora ex-diretor do Dnocs.

Em entrevista ao G1 Política, Fernandes Neto afirmou que os recursos enviados ao estado de origem não caracterizaram privilégios. “O Dnocs destinou ao Rio Grande do Norte R$ 12 milhões em 2010 e este valor representou apenas 5,05% do que foi repassado a todo o país naquele ano”, completou.

Havia outras acusações contra o ex-diretor. Entre elas, as de que o departamento teria feito licitações dirigidas, efetuado pagamentos indevidos ou superfaturados, além de firmar contratos irregularmente. Assim como em outros casos, Fernandes Neto nega que tenha responsabilidades.

“O Dnocs não executa as obras de convênios com os municípios. O departamento, junto da CGU, apenas fiscaliza como os recursos são aplicados. Se é constatado que foi de forma indevida, um relatório é enviado à Controladoria e ao Tribunal de Contas da União [TCU] para que as causas sejam investigadas. A responsabilidade é das prefeituras”, afirmou.

Para não prolongar, a saída de Fernandes Neto demonstra a forma de lidar da presidenta Dilma quando o assunto é suspeita de irregularidades. A impressão que temos é a de que se um funcionário se envolve em supostos esquemas de corrupção, a saída dele se torna imediata, a não ser que as explicações sejam muito boas.

Assim aconteceu com Ana de Holanda (Cultura) e Fernando Bezerra, da Integração Nacional, chefe do ex-diretor do Dnocs, que chegaram a estampar as capas de jornal, por motivos variados.

E qual é a lição que a gente tira disso tudo? Parece que com Dilma à frente do Executivo qualquer suspeita de corrupção resultará na demissão dos envolvidos. Como disse um tio, “ela governa com pulso firme”. E, pelo visto, a população está aprovando este modelo de gestão.

Até a próxima!

PSDB tem de se organizar para disputar a Presidência em 2014

Caciques começam a pisar em ovos para não criar um ambiente de discórdia

Filipe Matoso

Em 2011, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) escreveu um artigo no qual deu um “banho” político nos atuais líderes do PSDB. Em um resumo da ópera, o tucano falou abertamente que se a legenda continuar agindo da mesma forma desorganizada, não irá recuperar o poder, que já deteve em outrora. Desta vez, FHC aparece para dizer o que parece claro, mas que alguns não querem entender.

Em entrevista a um blog da revista britânia The Economist, o ex-presidente afirmou que o senador mineiro Aécio Neves é o candidato “óbvio” do partido na corrida presidencial de 2014.  No entanto, o incansável José Serra pretende disputar pela terceira vez o cargo de presidente da República. Vale lembrar que em duas ocasiões, 2002 e 2010, ele perdeu para Lula e Dilma, respectivamente.

De acordo com o caderno Poder, do jornal Folha de S. Paulo, a resposta de Serra a FHC não foi tão polêmica, como algumas pessoas esperavam. “O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou que discorda de algumas opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas se limitou a dizer que não vai polemizar com um amigo“, publica a Folha.

FHC/ foto retirada do site Exame.com

Em nota divulgada pela imprensa, o senador Aécio Neves respondeu as declarações de FHC. “O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo”, afirmou. “Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário. (…) O PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT”.

À Folha, o presidente nacional do PSDB afirmou que “muitos integrantes do partido defendem mesmo que Aécio se lance candidato [em 2014]. Mas isso só será discutido depois das eleições municipais [que acontecem em outubro deste ano]”. E, vale lembrar, que no dia 19 deste mês a Agência Estado publicou uma reportagem na qual afirma que Serra não irá disputar a Prefeitura de São Paulo.

“Depois de meses de pressão para que entrasse na disputa em São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) reuniu o grupo de aliados mais próximos e informou oficialmente que não será candidato na eleição municipal deste ano”, publicou o blog do jornalista Luis Nassif.

Bem, como já disse em outros textos aqui no blog, Serra deveria se candidatar à Prefeitura de São Paulo, pois tem chances maiores de ser eleito. Afinal, uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha apontou que o tucano liderava as pesquisas de intenção de voto, com 20%, enquanto outros adversários não chegavam a 5%.

Mas não tem jeito. Ao que tudo indica, ele quer disputar a Presidência em 2014.

Se precisou FHC dizer que Aécio é o candidato natural do partido daqui a dois anos, imagina-se que há movimentações na legenda para que um outro nome vá para a disputa. Enquanto o PSDB não se unir, a situação ficará cada vez melhor para o PT e outros adversários.

Os tucanos evitam dar declarações polêmicas agora, pois podem gerar um ambiente de conflito, o que fortaleceria outras legendas. Se o PSDB não se articular internamente para as eleições, sejam em outubro deste ano ou em 2014, o partido mais uma vez sairá enfraquecido com o resultado das urnas.

Curiosidades…

Para não passar despercebido, vou tocar em um ponto interessante. Em entrevista à TV Globo, FHC disse que quando deixou a Presidência, em janeiro de 2003, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) o levou “para casa”. Bem, ele desembarcou em São Paulo e foi para a França. Quer dizer que o então presidente da República se considerava “em casa” ao estar no Velho Continente?

Até a próxima! 

Câmara gasta R$ 4,3 mil com broches que não serão usados por deputados

Assessoria nega que parlamentares tenham rejeitado novo modelo

Filipe Matoso

A Câmara dos Deputados gastou R$ 4.380 na confecção de novos broches para os parlamentares. Cada identificador custou R$ 2,19 e foram compradas quatro mil unidades, mas, vale lembrar, são 513 deputados federais. O jornal O Estado de S. Paulo publicou em uma reportagem que os botons foram rejeitados por serem maiores, mais coloridos e mais chamativos que os já usados. No entanto, a assessoria de imprensa da Casa nega.

A direção da Câmara informou que foi feita uma reavaliação da necessidade de uso dos novos broches pelos parlamentares. A troca, segundo a assessoria, se tornou desnecessária, já que os deputados estão acostumados com os que já são usados há mais de dez anos. Os botons comprados neste ano pela Casa serão destinados a visitantes e pessoas em atividades educacionais, como o Parlamento Mirim.

Congresso Nacional/ foto retirada do site Brasília Em Fotos

Bem, a Câmara contratou uma empresa e pagou cerca de R$ 5 mil para a compra de novos broches que não serão usados. Quer dizer, após uma reavaliação decidiu-se que eles não seriam utilizados pelos parlamentares. Fica aí uma dúvida: o Estadão afirma que deputados rejeitaram o utensílio, o que a assessoria nega. Percebe-se que falta alguma explicação. Afinal, este dinheiro sai do bolso do contribuinte e não pode ser gasto sem o retorno à população.

A empresa que fez os botons, a Ferox Comércio e Serviços de Brindes, foi contratada pela Câmara sem licitação. De acordo com a Lei das Licitações, compras com valores inferiores a R$ 8 mil dispensam o processo dependendo do tipo de contrato firmado entre as partes.

Após pensar muito sobre o assunto, achei que não fosse necessário fazer um post sobre a confecção destes novos broches. No entanto, pensei que o problema está aí. São R$ 5 mil aqui, R$ 3 mil alí e R$ 50 mil acolá que a gente não percebe que são gastos e o dinheiro público “vai-se embora”. O papel do eleitor é fiscalizar o que faz o político que ele elegeu. Por isso devemos ficar sempre atentos a estes gastos, para que a verba que sai do bolso da população seja gasta da melhor forma.

Até a próxima!

Dilma supera antecessores e tem maior aprovação no primeiro ano de governo

Pesquisa foi divulgada e até Lula alcançou índices menores que o da presidenta

Filipe Matoso

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha e publicada neste domingo (22) no jornal Folha de S. Paulo mostrou que a aprovação do Governo Dilma entre os brasileiros está em 59%. Este índice representa os cidadãos que veem a gestão da petista como ótima ou boa.  Enquanto isso, 33% acreditam que é regular e 6% a avaliam como ruim ou péssima. A pesquisa revelou que desde que voltaram as eleições diretas, a presidenta obteve os melhores resultados em um primeiro ano de governo.

Dilma superou Lula na avaliação/ foto retirada do site Vida e Palavra

Para se ter ideia, publica o G1 Política, ao fim de 2003 Lula tinha 42% de aprovação. No primeiro ano de segundo mandato, em 2007, o ex-metalúrgico alcançou 50%. Os antecessores Fernando Collor e Itamar Franco tiveram 23% e 12%, respectivamente. Já Fernando Henrique Cardoso conquistou 41% no primeiro mandato e, vejam só, 16% no segundo.

A pesquisa ouviu 2.575 pessoas na quarta-feira (18) e na quinta (19) passadas.

Bem, conversava com repórteres que acompanham a Política em Brasília de perto e eles também avaliaram o governo de forma positiva. Para estes jornalistas, a forma de lidar com a corrupção e a nomeação de técnicos para cargos importantes fizeram com que a imagem de Dilma ficasse melhor entre os eleitores.

Além disso, conheço uma pessoa que votou em Serra em 2010, mas aprovou o primeiro ano do Governo Dilma e deve votar nela em 2014, segundo ele, por causa do jeito coerente dela de administrar.

De fato, as demissões de pessoas envolvidas em supostos esquemas de corrupção fizeram com que Dilma desse à população uma sensação de pulso firme. Para muitas pessoas com quem conversei, Lula tinha um jeito “paizão” e não tomava as medidas necessárias contra aliados políticos. “Dilma não deixa passar nada!”. É isso que ouço em conversas.

A nomeação de Marco Antônio Raupp (Ciência e Tecnologia) e Paulo Sérgio Passos (Transportes), por exemplo, mostram que ela está mais preocupada com o desenvolvimento destes setores do que com o apoio político dos partidos “donos” destas pastas desde a gestão anterior.

Dilma ainda tem três anos pela frente e não será fácil governar o país. Mas se o Executivo continuar no mesmo ritmo em que está, a oposição vai ter que se reorganizar para que a petista não seja reeleita.

Até a próxima!

Pagamento do Bolsa Família é antecipado para vítimas de enchentes e seca

Saque referente a janeiro pode ser retirado por moradores das cidades atingidas no Sudeste e no Sul do país

Filipe Matoso

As pessoas cadastradas no programa Bolsa Família, do Governo Federal, que moram nas regiões afetadas pelas enchentes na região Sudeste e pela seca na região Sul vão poder sacar o benefício a partir desta  quarta-feira (18/1). Os moradores destas cidades em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul receberão o pagamento de forma diferenciada. Normalmente, o dinheiro é entregue ao longo do mês, mas poderá ser retirado de uma única vez. A antecipação foi feita pela Caixa Econômica Federal e o saque será referente ao mês de janeiro.

De acordo com a Agência Brasil, o pagamento de fevereiro também foi antecipado. O saque poderá ser feito no dia 14 do próximo mês. Ainda segundo a empresa estatal, a medida vai beneficiar 153 cidades em Minas Gerais, 22 no Rio de Janeiro e 11 no Espírito Santo, atingidas pelas enchentes. Além de 142 municípios castigados pela seca no Rio Grande do Sul.

O Governo Federal informou que as pessoas que perderam os cartões do Bolsa Família e os documentos pessoais devem procurar as prefeituras para a emissão da Declaração Especial de Pagamento. Este documento vai permitir o saque do benefício em uma agência bancária. A declaração, segundo a agência de notícias da Empresa Brasil de Comunicação, é um documento provisório, emitido em situações de emergência e que permite o pagamento do Bolsa Família no mês de referência.

Portanto, os beneficiários do programa devem ficar atentos, pois já podem retirar todo o dinheiro referente a janeiro, desde que levem os documentos necessários. Vale lembrar que em fevereiro o saque poderá ser feito a partir do dia 14. Vamos torcer para que a situação destas famílias possa melhorar o quanto antes.

Até a próxima!

Dilma faz reuniões com ministros e os divide em setores

Encontros entre a presidenta e o chefes das pastas no Palácio do Planalto começam na próxima quarta-feira 

Filipe Matoso

Economia, Políticas Sociais, Direitos Humanos e Infraestrutura. Os ministérios ficaram divididos desta maneira para que os chefes das pastas e a presidenta Dilma Rousseff tenham os primeiros encontros de 2012. As reuniões começam na próxima quarta-feira (18) e a audiência geral, que envolve todos os ministros, deve ocorrer no dia 23 deste mês. As reuniões setorizadas, informa o G1 Política, servirão para retomar o trabalho na Esplanada.

Os quatro setores nos quais os ministérios foram aglomerados foram divulgados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República e “é uma forma de monitorar mais de perto o trabalho de cada pasta, além de traçar projetos para o ano que começa”, de acordo com o site de Política da Rede Globo.

Teoricamente, estes encontros setorizados podem ser aproveitados de uma maneira melhor. Afinal, a discussão se torna mais objetiva, os assuntos tratados têm ligação, o repasse de verba pública pode ser contabilizado de forma mais eficiente e o diálogo se torna mais técnico. Resta ver na prática se vai surtir efeito. Acredito que os resultados destas reuniões sejam mais eficazes, a encontros com um ministro aqui, outro ali, sendo que Guido Mantega (Fazenda), Tombini (Banco Central), Miriam Belchior (Planejamento) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) poderiam se reunir de uma só vez com a chefe do Executivo, por exemplo.

Palácio do Planalto, onde Dilma recebe os ministros/ foto: Wikipedia

Para se ter ideia, estes ministros se encontraram com a presidenta em 2011, juntos, 70 vezes. A campeã de reuniões  com Dilma ano passado foi a ministra do Planejamento (30).  Moreira Franco (Assuntos Estratégicos) e José Elito Siqueira (Segurança Institucional) não tiveram uma audiência com a petista no primeiro ano de governo. Confira a lista completa no G1 Política.

Portanto, é isso. Esperamos que esta forma de Dilma se reunir com os ministros divididos em setores tenha mais efeito na avaliação do que já foi executado e na criação de políticas públicas para estas áreas.

Até a próxima!