Arquivo mensal: agosto 2011

Jaqueline Roriz entra na Câmara chorando, mas sai sorrindo

Com 265 votos a favor da absolvição e 166 contra, mais 20 abstinências, Jaqueline Roriz não perderá o mandato de deputada federal

Filipe Matoso

Dirigia o carro na manhã desta quarta-feira (31/8) e ouvia a rádio CBN, quando começaram a falar na programação sobre a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Com 265 votos a favor, 166 contra e 20 abstinências, a filha de Joaquim Roriz foi absolvida das acusações de envolvimento no escândalo conhecido como Mensalão do DEM no Distrito Federal.

Bem, contra imagens não há argumentos. Segundo o site Terra, Jaqueline recebeu uma quantia de aproximadamente R$ 50 mil de Durval Barbosa, ex-delegado de polícia e delator do esquema de corrupção que envolveu políticos do DF e o ex-governador, ex-DEM, José Roberto Arruda. Por sinal, em 2006, a filha de Roriz era candidata ao cargo de deputada distrital.

Agora Jaqueline Roriz não tem motivos para chorar, apenas para sorrir/ Foto: site Folha do Delegado

Confira as reportagens do Jornal da Globo (TV Globo) e do Jornal das Dez (Globo News), exibidas nesta terça-feira (30/8), e os comentários de Heraldo Pereira e Carlos Monforte.

Por fim, não há muito o que dizer. Na última terça-feira, a quebra de decoro parlamentar não foi praticada por um deputado, mas, sim, pela Câmara. Que tal a sociedade cobrar explicações dos parlamentares? Que tal ainda o  Congresso explicar porque o ato de receber dinheiro ilícito é considerado algo normal?

Na verdade, caros leitores, nada aconteceu, tudo não passa de um mero engano, ou uma confusão. Provavelmente, as imagens e reportagens sobre o caso veiculadas nos principais jornais do país foram forjadas e compradas, talvez, por inescrupulosos políticos. Afinal, estes querem acabar com a imagem da deputada e deturpar o real sentido pelo qual Jaqueline Roriz se tornou parlamentar: o amor pelo povo brasiliense.

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Helicópteros da PM do Maranhão estão a serviço de Sarney

Presidente do Senado utiliza helicóptero da Polícia Militar para fazer viagem particular

Filipe Matoso

Na útlima semana, principais jornais do país destacaram as viagens feitas pelo senador José Sarney (PMDB-AP) em um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão. O motivo dos voos: interesse particular e desembarque na Ilha de Curupu, onde tem uma casa e é a ilha particular do peemedebista. A aeronave custou cerca de R$ 16,5 milhões aos cofres públicos do governo maranhaense e do Ministério da Justiça. Vale ressaltar que a governadora do Maranhão é a também peemedebista Roseana Sarney, 58 anos, filha do presidente do Senado.

José Sarney/ Foto: site do jornal O Globo

O helicóptero foi comprado ano passado para combater o crime e socorrer emergências médicas. Em defesa, Sarney afirmou que as utilizações da aeronave em duas ocasiões neste ano “não prejudicaram ninguém”. Engano dele, pois prejudicaram, sim. Em reportagem veiculada no jornal Folha de S. Paulo, foi publicado que o pedreiro Aderson Ferreira Pereira, 40 anos, precisava de atendimento médico por estar com traumatismo craniano e clavícula quebrada. No entanto, a ajuda chegou com atraso por causa do desembarque de bagagens do presidente do Senado.

Por mais que o pedreiro não precisasse de ajuda, Sarney dizer que a má utilização do helicóptero não prejudicou ninguém é quase um deboche. Fazer uso indevido de uma aeronave comprada por mais de R$ 16 milhões para atender a socorros médicos e combater o crime da forma como o fez prejudicou, sim, a população.

Em Belo Horizonte, o prefeito Márcio Lacerda (PSB) fretou aeronaves nos últimos dois anos de forma legal, mas, ao mesmo tempo, com moral questionável.
Neste caso, os cofres públicos da cidade desembolsaram quase R$ 1 milhão em fretamento de aviões, enquanto poderiam gastar apenas R$ 52 mil, caso Lacerda tivesse feito viagens em empresas de carreira (TAM, GOL, Azul, WebJet, etc). Na ocasião, o prefeito não prejudicou ninguém de forma direta, mas o ato é questionável.

Além disso, imagine que um homem formado em Direito, advogado, sempre vai a festas e fuma cigarros de maconha. Ele diz que não faz mal a ninguém pegar uma “lombrinha básica”. Não, ele não prejudica. O advogado dá dinheiro para traficantes, estes ficam poderosos, compram armas, drogam mais pessoas, incentivam roubos, violência, mortes, e tudo o mais. Quer dizer, realmente um cigarrinho a mais ou a menos não prejudica ninguém.

Percebem em que lugar pretende chegar o Blog do Filipe? A atitude de Sarney que não fez mal a ninguém foi uma forma, sim, de prejudicar a sociedade. Imagine se essa moda pega. Governadores, deputados e senadores começam a embarcar em helicópteros dos Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Federal, com o objetivo de pousarem em ilhas particulares, no litoral brasileiro.

Imagine o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, proprietário de uma ilha no Paraná. As passagens aéreas estão caras, não há espaço nos voos no dia que ele deseja viajar, etc. Então, o político resolve “pegar emprestado” um avião da polícia da capital paulista. O transporte, feito em mais ou menos três horas e meia (ida e volta), serve para o prefeito viajar. Então, neste período nenhuma ocorrência precisa de ajuda aérea. Portanto, Kassab não prejudica ninguém. Curioso, não?

Exite uma frase que diz o seguinte: seria cômico, se não fosse trágico. Foi isso o que aconteceu no caso de Sarney. Inlcusive, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alegaram inconstitucionais as atitudes de Sarney. Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que os voos foram irregulares. Claro!

As atitudes de Sarney são, sem dúvida, questionáveis. Se houve má intenção, irregularidades, atos ilegais, é a Justiça quem dirá. No entanto, podemos afirmar aqui no blog que somos contra as viagens feitas pelo presidente do Senado. Além disso, não compactuaremos com atitudes que colocam o interesse particular acima das necessidades da população. Afinal, são representantes dos eleitores e não fossem os votos, jamais ocupariam tais cargos.

Avaliação de Dilma em oito meses e Lula como candidato do PT em 2014

Presidenta mostra pulso firme e alguns jornalistas tentam criar mais um factóide envolvendo o PT

Filipe Matoso

Nesta semana, a revista Carta Capital completa 17 anos e traz uma edição especial de aniversário.  A publicação intitulada “O Brasil de Dilma” apresenta uma entrevista com a presidenta, artigos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Maria Rita Kehl, Delfim Netto, entre outros. Além disso, há um em especial, de Marcos Coimbra. Nele, o autor avalia o Governo Dilma e mostra de forma simples como foram os oito primeiros meses da petista à frente do Executivo.

A análise de Coimbra é muito boa. O autor apresenta três pontos cruciais para o Governo Dilma ser considerado, pela primeira vez, uma real sucessão da gestão anterior. No caso, chefiada por Luiz Inácio Lula da Silva. Os aspectos impressos na edição especial são citados abaixo.

Carta Capital 17 anos: O Brasil de Dilma/ Foto: Carta Capital

Coimbra diz que o primeiro ponto é o da real continuidade ao antecessor, afinal, “Collor não era isso para Sarney, Fernando Henrique se sentia maior que Itamar Franco, e Lula e ele haviam sido adversários (quase) a vida inteira”. Muito bom!

Posteriormente, o autor publica que Dilma não se encaixa no “tipo ideal” de presidente que existe em nossa cultura política. Coimbra diz ainda que a petista está longe de ter algo extraordinário ou excepcional, algo comum em antecessores. De fato não tem e mesmo assim leva o governo de forma legítima e com pulso firme.

Por fim, o terceiro aspecto é o de Dilma demonstrar menos disposição para considerar natural o que outros políticos achavam inevitável como, por exemplo, a corrupção em alguns ministérios. Não por acaso, a presidenta disse, “sem papas na língua”, que iria “lutar contra os mal feitos” da forma que fosse necessária.

Dilma Rousseff tem apoio de Veja e Carta Capital/ Foto: Exame.com

Carta Capital ganhou destaque ao praticamente enfrentar Veja nas eleições presidenciais do ano passado. Enquanto a revista ligada à Editora Abril colocava-se em defesa de José Serra e contra Dilma, a maior rival no campo político fazia o contrário, batia de frente e apresentava o lado petista da disputa. Não é necessário dizer se alguma agia de forma correta, ou não, pois essa opinião varia de acordo com o envolvimento político do leitor.

Voltando à Carta desta semana, o artigo de Maria Rita Kehl relembra que entre as principais diferenças entre Dilma e Lula está o fato de o ex-metalúrgico ter um jeito de pai dos brasileiros. Inclusive, chegou a nomear Dilma como mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sem ela ter essa imagem de carinhosa perante a sociedade. Dilma não. A presidenta tem pulso firme, age com a cara fechada e, como dizemos em Minas Gerais, “coloca os pingos nos is”. Entende?

Fosse José Serra à frente do Executivo em agosto de 2011, a luta contra a corrupção seria algo extraordinário, jamais visto na história do Brasil e um ato heróico de um homem predestinado a ser o melhor presidente do país. Com Dilma pode parecer não ser muito diferente, pois até a revista que mais atacou a petista nas últimas eleições, Veja, deu o braço a torcer e se apresentou como o novo apoio à presidenta.

Já nas questões políticas, Dilma arrumou encrenca. O combate à corrupção gerou, na verdade, o desligamento do PR da base aliada e o descontentamento do PMDB, após denúncias de supostos esquemas de corrupção. O curioso é ver partidos alegarem que Dilma não os defende e atua como a grande imprensa deseja. Engraçado ainda é perceber que a denominada pela imprensa “faxina no governo” é temida e a oposição se faz valer disso. Democratas se movem para criar uma comissão contra a corrupção e prometem divulgar nos veículos de comunicação os nomes de parlamentares que não a apoiarem.

Parece tudo uma bagunça. Enquanto Dilma age, de forma correta, ou não, partidos se rebelam e líderes do governo têm de se mexer para aprovar projetos em plenários no Congresso Nacional. Já a imprensa, elogia, aplaude. E a população? Os escândalos e questões econômicas fizeram a presidenta perder pontos na popularidade entre os eleitores.

Entretanto, se engana quem a vê em curva decrescente. Dilma tem a maior aprovação para os primeiros oito meses de governo, comprada aos antecessores. A petista parece mostrar para a sociedade que não possui o caráter paternal que tinha Lula, ou o de sempre conciliar-se para não perder apoio político. De fato, um presidente cai sem o respaldo do Congresso, assim como aconteceu com Collor. No entanto, Dilma parece ter coragem de enfrentar uma queda de braço contra os interesses políticos acima de tudo e isso incomoda, não é senador Alfredo Nascimento (PR)? Confira o post na íntegra: Leia o resto deste post

Os voos parlamentares em aviões que não existem

Deputado do PR teria destinado mais de meio milhão de reais a empresa-fantasma do Maranhão

Filipe Matoso

Você acompanhou aqui no Blog do Filipe e nos principais veículos de comunicação do país que o PR deixou a base aliada do Governo Dilma. Em meio a denúncias sobre supostos esquemas de corrupção no Ministério dos Transportes, líderes da sigla decidiram deixar o grupo de apoio à presidenta. Chegamos a comentar o assunto aqui no blog e declaramos a opinião de que a saída poderia trazer eleitores para o lado petista.

Nesta segunda-feira (22/8), outras denúncias surgiram contra um parlamentar do partido. O jornal Folha de S. Paulo veiculou uma matéria na qual o deputado federal José Vieira (MA) repassou R$ 560 mil da verba destinada às atividades parlamentares a uma empresa-fantasma. “Durante dois anos, Vieira, que tem avião próprio, simulou despesas com fretamento de aeronaves para seus deslocamentos no Maranhão”. Além disso, outro trecho: “Os pagamentos foram feitos à Discovery Transporte e Logística, uma suposta empresa de táxi aéreo, que só existe no papel. A Discovery não possui avião, nem sede, nem funcionários”.

Quer dizer, tem alguma coisa errada aí, não tem? Leitores têm cobrado mais opiniões do blog e menos prática de Jornalismo convencional, ou de grande mídia. Então, vamos lá.  Sobre o caso, não há muito que falar. Os indícios mostram que há irregularidades, mas é necessário ouvir o deputado Vieira e saber o que ele tem para dizer. Segundo a reportagem da Folha, o parlamentar ainda não se manifestou.

José Vieira/ FOto: site Jornal Pequeno

Sobre as questões políticas do caso, o deputado terá, sim, de explicar cada centavo supostamente destinado à Discovery Transporte e Logística. Em entrevista à rádio brasiliense Nativa FM, o secretário de Habitação do Distrito Federal, Geraldo Magela (PT), afirmou que todos os políticos que estão no poder devem prestar esclarecimentos à sociedade. Perfeito.

José Vieira é deputado federal, pois recebeu votos e a confiança de eleitores. Ano passado, foi aos veículos de comunicação para expor as principais ideias que tinha para melhorar a qualidade de vida do cidadão maranhense. Portanto, deve, sem dúvidas, dizer por quais motivos os R$ 560 mil foram destinados à Discovery.

O Blog do Décio, que fala sobre a política maranhense, divulgou o caso nesta segunda-feira, mas não chegou a comentar o assunto.

Veja os problemas com os quais o prefeito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda (PSB), se envolveu, após fretar aviões nos últimos dois anos e meio.

PR deixa base aliada de Dilma, mas governo ganha pontos com a população

Ações de Dilma nos Transportes fizeram governo perder apoio do partido, mas podem render votos em próximas eleições

Filipe Matoso

No fim das contas, o PR oficializou a saída da base aliada do Governo Dilma Rousseff. Como chegamos a postar aqui no blog, as dores de cabeça começaram após as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, na época chefiado pelo agora senador Alfredo Nascimento. Os problemas, na verdade, se deram, pois o partido não concordou com as demissões feitas por Dilma na pasta, e líderes chegaram a anunciar que “o partido não é lixo”.

Na última terça-feira (16/8), em discurso no plenário do Senado, Alfredo Nascimento falou bastante. Além disso, o partido disse que abre mão de todos os cargos no Governo Dilma, originados por indicações políticas. Opa! “Péra aí”! O atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é filiado ao partido, mas a sigla não pediu para ele sair. Por quê?

O blog acredita que Dilma ganhou votos após atitudes nos Transportes/ Foto: Mingau de Aço

Sérgio Passos é indicação pessoal de Dilma e não é sugestão do PR ou de Lula. Além disso, o novo chefe dos Transportes tem perfil técnico e não político, o que contrariou o partido desde o início. Se dependesse da sigla, Passos não estaria no cargo. Para o blog, as nomeações de ministros no governo devem ser feitas de uma maneira racional e não impulsiva.

Se Dilma tivesse seguido as orientações do PR, hoje Blairo Maggi seria o ministro dos Transportes. Vale lembrar que Nascimento era chefe da pasta durante o Governo Lula. Portanto, ter uma pessoa com perfil técnico, neste momento, é mais interessante, pois o ministério está completamente desorganizado. A todo momento saem novas denúncias, pessoas demitidas e os problemas não param por aí.

O blog acredita que politicamente o governo perdeu, pois o apoio do PR renderia votos para a reeleição de Dilma, em 2014. Entretanto, se as indicações políticas do partido não trabalharam da maneira correta, é melhor que deixem a base aliada. Na Política, há muita gente dando o sangue, como diz o ditado, para conseguir aliados e ganhar votos. Muitas vezes, a confiança dos eleitores aparece quando a sociedade percebe as atitudes de um governante e as enxerga como benéficas para a população. Assim, o apoio em si deixa de ser vital para uma possível reeleição.

Por sinal, o editorial da revista Veja (Editora Abril) desta semana é de apoio à presidenta. Querem apoio maior? A publicação que atacou Dilma e o PT durante todas as edições próximas ao período eleitoral do ano passado elogiou as atitudes da petista nos últimos meses. No âmbito jornalístico-político, se é que este termo existe, essa é uma atitude inesperada da revista. Quem dirá sobre o apoio que ela receberá a partir de agora da população…

Prefeitura de Belo Horizonte eleva gastos com fretamento de aeronaves

Cofres públicos desembolsaram quase 20 vezes mais que o necessário para viagens com aviões fretados

Filipe Matoso

O caderno Poder do jornal Folha de S. Paulo publicou na última semana os gastos com fretamento de aviões por parte do prefeito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda (PSB). Além disso, o perfil @bhdagente criado no microblog Twitter divulgou várias reportagens sobre o assunto, veiculadas em outros jornais. Certamente, a situação dos gastos saiu do controle. Confira a baixo as quantias e a justificativa da prefeitura.

De fevereiro de 2009 a julho de 2011, Márcio Lacerda fretou aeronaves 33 vezes para ir a Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória. Neste período, os cofres públicos desembolsaram aproximadamente R$ 876 mil. Entretanto, segundo promotores de Justiça de Minas Gerais que cuidam do caso, se a prefeitura tivesse pago todas as passagens em voos comerciais, o gasto seria de R$ 52,5 mil.

Márcio Lacerda/ Foto: retirada do site Diário do Congresso

De acordo com a Folha, a prefeitura se defende e diz que “dentre as opções de deslocamento, existe a figura do fretamento. Modalidade permitida por Lei, é indicada quando a importância e iminência do compromisso oficial se juntam à necessidade de racionalização da agenda e a garantia da realização do compromisso”.

Ok. O ato é permitido por Lei, mas com ressalvas. Por exemplo, o blog acessou o site da companhia aérea TAM e conferiu quantos voos existem diariamente, em média, de Belo Horizonte para São Paulo. Para a próxima quarta-feira (25/8), foram encontradas 21 opções de voos, nos mais variados horários, durante todo o dia. Ou seja, se voassem pela companhia, rumo à São Paulo, pessoas ligadas à prefeitura não perderiam agenda em Minas ou na capital paulista.

Portanto, o Blog do Filipe entende que é necessário o fretamento de aviões, pois, se não fosse, não seria permitido por Lei. No entanto, vale a pena a prefeitura de Belo Horizonte repensar os motivos pelos quais decide fretar aeronaves em viagens de pessoas ligadas à administação pública.

Justiça

Os gastos com fretamento de aeronaves foram lá em cima/ Foto: site IG

A Justiça mineira notificou o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, para que ele se manifeste oficialmente sobre o caso. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Promotoria pediu o ressarcimento aos cofres públicos dos R$875,9 mil gastos com 39 fretamentos de aeronaves entre fevereiro de 2009 e julho deste ano.

A promotoria chegou a pedir também  a indisponibilidade dos bens de Lacerda, mas o juiz da 5ª Vara de Fazenda de Belo Horizonte, Ronaldo Claret de Moraes, entendeu o ato como “não justificável”.

Ex-BBB Priscila Pires agora está no mundo da Política

Atriz do Multishow filiou-se ao PT do B no Mato Grosso do Sul e agora é pré-candidata a vereadora

Filipe Matoso

Virou farra. Priscila Pires, 29 anos, ex-participante do reality show Big Brother Brasil, apresentado pela TV Globo, entrou para a Política. A morena anunciou a pré-candidatura ao cargo de vereadora nas eleições municipais do próximo ano. Priscila filiou-se ao PT do B de Campo Grande (MS) e assinou o termo na última sexta-feira (12/8).

Bem, se o craque Romário, o humorista Tiririca e o ator Stepan Nercessian foram eleitos deputados federais, por quê Priscila não pode se candidatar a vereadora no Mato Grosso do Sul?  O Blog do Filipe acredita que qualquer cidadão deve, sim, se candidatar sem sofrer preconceito. Entretanto, Romário deveria ser um político com propostas para o Esporte e Tiririca e Stepan poderiam se engajar na elaboração de projetos para a área da Cultura. Assim, não haveria problemas.

Sobre Priscila, as chances de ser eleita são grandes, pois tem fama a nível nacional, como disse o presidente do Diretório Regional do PT do B, Morivaldo de Oliveira. De acordo com o portal de notícias G1 Mato Grosso do Sul, o político afirmou que é interessante para o partido contar com uma pessoa conhecida. Além disso, “é importante também pela carência de mulheres na Política”.

Priscila Pires/ Foto: blog News TV

Atualmente, Priscila apresenta um programa chamado Malícia no canal por assinatura Multishow, ligado às Organizações Globo. A atração se resume a cenas picantes entre a pré-candidata e outra ex-BBB, Fani. No site do programa, a definição: “Priscila Pires, Fani Pacheco e Caren Souza caem na estrada em busca de liberdade e diversão”.

Bem, é complicado afirmar que uma pessoa não tem condições se tornar um bom político. Vivemos em uma democracia e qualquer cidadão tem esse direito. Entretanto, vale a pena conferir o histórico do candidato antes de votar. Dizer “a Política está ruim, mas não faço nada para mudar” já não serve mais. Hoje há meios para que apenas os melhores candidatos sejam eleitos: o voto.

Álvaro Dias aproveita momento oportuno e discute Segurança no Congresso

Questões que viram debate social fazem parlamentares ter ideias e apresentar projetos em Brasília

Filipe Matoso

Na madrugada desta sexta-feira (12/8), a juíza Patrícia Lourival Acioli foi assassinada na cidade de Niterói-RJ. A magistrada, conhecida por ter ações judiciais contra policias do Estado, foi brutalmente morta com 21 tiros no veículo em que estava. Então, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) propõe a criação de uma guarda especializada para a seguranças de juízes. O projeto deve ser colocado em votação no Congresso na próxima terça-feira (16/8).

O momento é oportuno, pois o assunto é comentado no país inteiro e os principais veículos de comunicação do Brasil têm divulgado a cada instante todas as novidades do caso. Entretanto, é necessário que se avalie as condições do projeto, para que siga em frente de forma concreta, sem parecer jogo político. Se o tucano souber prepará-lo de forma segura, certamente causará efeitos positivos. Assim, não transformará uma oportunidade em oportunismo.

No Brasil, parece que a sociedade é refém dos marginais. Hoje em dia, são os cidadãos de bem que devem tomar cuidado para não acontecer nada. As políticas públicas de Segurança existem, mas não dão conta de acabar com a criminalidade. Além disso, os casos de impunidade favorecem bandidos a andar tranquilos pelas ruas.

Álvaro Dias/ Foto: portal Arte de Vender

Voltando a Álvaro Dias, o senador deve tomar cuidado, para que o projeto não vire questão de momento. Por exemplo, quando houve o massacre de crianças em uma escola pública de Realengo, Rio de Janeiro, o tema do desarmamento voltou a ser discutido no Congresso. Na ocasião, a população entendeu que era questão de oportunismo de políticos e não vontade de solucionar problemas sociais por parte deles.

Obviamente deve ser discutida a segurança para juízes, promotores e toda a sociedade. No entanto, o Congresso deve pensar bem na forma como irá apresentar os projetos, para que não pareçam jogos políticos.

Sobre a morte da juíza, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP-RJ), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), postou no Twitter: “que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos”. O que acham?

Oposição promete divulgar nomes que não apoiarem CPMI da Corrupção

Estratégia dos partidos é pressionar parlamentares

Filipe Matoso

O site do jornal Correio Braziliense publicou uma matéria nesta quinta-feira (11/8) sobre algumas atitudes dos partidos de oposição ao Governo Dilma. Por exemplo, serão divulgados na internet e em veículos de comunicação  os nomes dos parlamentares que não assinarem a lista favorável à faxina na administração pública. Por exemplo, estes partidos querem investigações severas em seis ministérios e cinco instituições públicas. A busca por irregularidades seria feita por meio de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), criada no Congresso Nacional

Como publica o Correio, o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), diz que essa não é uma forma de pressionar deputados e senadores a assinarem a lista. Não… Ora, concorda que um político pode ser contra a corrupção e mesmo assim não colocar o nome no abaixo-assinado? O Blog do Filipe é e sempre será contra qualquer desvio de comportamento no governo, seja lá qual partido estiver no poder. Entretanto, não concorda com investigações, escutas telefônicas, quebras de sigilos bancários e telefônicos, sem suspeitas da Polícia Federal ou da Justiça.

José Agripino Maia/ Foto: site Movimento Ordem Vigília

O ato é, sim, para pressionar. Se os partidos apenas estivesse preocupados em investigar possíveis esquemas de corrupção no governo, não iriam se importar se alguém deixasse de assinar a lista. Muito menos iriam recorrer aos jornais para expor os nomes. Dizerem que publicarão os nomes soa mais como ameaça a tentativa de instaurar no governo federal a ética e as boas condutas políticas.

Por exemplo, os principais líderes do DEM no Congresso, Agripino Maia e Antônio Magalhães Neto, poderiam convocar o presidente do partido no Distrito Federal, Alberto Fraga, para explicar sobre contatos com o hacker que invadiu o e-mail de Dilma. Por mais que o fato tenha sido mencionado aqui no blog, vale lembrar que Fraga conversou com “Douglas” e chegou a perguntá-lo quanto cobrava para repassar as mensagens adquiridas ilegalmente.

Como publicamos em outros posts, há atitudes na política que se assemelham ao futebol. No esporte, é comum dizerem que um técnico “jogou para torcida” quando faz uma alteração no elenco apenas para agradar quem estava no estádio e se livrar de culpa após uma derrota. A atitude de recolher assinaturas é válida, mas a de querer divulgar os nomes de quem não assinar é uma forma de jogar para a galera, no caso, eleitores.

Mal-estar beira relações entre governo e base aliada

Atitudes de Dilma têm incomodado partidos que a apoiam no Congresso

Filipe Matoso

Partidos da base aliada do Governo Dilma na Câmara dos Deputados têm se mostrado incomodados com atitudes da presidenta. No caso do PR, a legenda, que deixou a base no Senado, começou a ter problemas após as denúncias de supostos esquemas de corrupção no Ministério dos Transportes. As atitudes de Dilma fizeram com que caciques da sigla declarassem que “o PR não é lixo e a presidenta deveria saber disso”.

À frente da pasta, estava Alfredo Nascimento (PR-AM), hoje senador, e mais de 20 pessoas envolvidas em ações ilegais foram afastadas dos órgãos ligados ao ministério.

Cândido Vacarezza/ Foto: blog liderança do PT

Já o PMDB se irritou após a Operação Voucher, da Polícia Federal, que chegou a prender 37 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo na terça-feira (9/8). Por sinal, 18 foram soltas na última quarta-feira (10/8). O incômodo se tornou tão grande que parlamentares deixaram de votar vários projetos propostos para esta semana.

Segundo o líder do Governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), havia, sim, um estresse na base aliada e por isso resolveu não “forçar a barra”, como publicado no portal de notícias G1 Política. O petista assegurou ainda que as votações retomam à normalidade na próxima semana. É esperar para ver.