Arquivo mensal: julho 2011

O PSD e as polêmicas listas de apoio à criação do partido

Assinaturas de presos, mortos e analfabetos constam no registro de apoio à criação do PSD, de Gilberto Kassab

Filipe Matoso

Nesta semana, novas auditorias feitas nas listas de apoio à criação do Partido Social Democrata (PSD), em Goiás, mostraram que há nos registros nomes de pessoas analfabetas. A notícia foi veiculada nos grandes jornais brasileiros, mas ainda não foi vista alguma declaração de Gilberto Kassab, principal fundador da sigla, ou uma medida ser tomada. Essa não é a primeira vez.

Bem, uma lista de apoio à criação de um partido ter assinatura de analfabetos gera desconfiança. “Ah, quer dizer que para o blog essas pessoas não têm discernimento político?”, pode se perguntar o leitor. Não é isso. Pessoas com baixa instrução escolar são manipuladas mais facilmente ou convencidas com argumentos inescrupulosos. Por isso, podem colocar os nomes nestas listas sem nem saber o que estão fazendo. Assim, o processo que envolve a criação do PSD gera dúvidas quanto à veracidade deste apoio.

Gilberto Kassab/ Foto retirada no site Google

Além de analfabetos, auditorias feitas anteriormente encontraram também assinaturas de presos. Ora, é difícil entender como futuros militantes do PSD entraram em cadeias e pediram para que os detentos assinassem. Os nomes dos encarcerados não deveriam estar aí, não é? Aqui, não iremos acusar ninguém de ser nada, mas é complicado imaginar como presos assinaram esta lista.

E não é só isso. Foi descoberto também que uma mesma pessoa tinha 10 assinaturas em diferentes listas. Para ficar claro, foram vários cidadãos com 10 registros. Como assim? Se são necessários 500 mil nomes, basta, então, um único sujeito assinar esta quantidade e a sigla pode ser criada? De maneira alguma. Esta é uma forma de tentar ludibriar a sociedade. São necessárias meio milhão de pessoas em favor desta causa e se não houver este número, a legenda não pode ser criada. É simples.

Por fim, outras auditorias feitas há mais tempo encontraram assinaturas de mortos nas listas de Santa Catarina. Impressionante. O jornal Folha de S. Paulo chegou a noticiar o fato e, naturalmente, quem lia a reportagem ficava sem entender o que se passava.  Ora, como pessoas falecidas haviam manifestado apoio à criação do PSD? Ninguém sabe e ninguém viu. Se presos, analfabetos e pessoas com dez Registros Gerais (RGs) diferentes podem, por quê espíritos catarinenses não? Certamente, a credibilidade destas listas não está lá essas coisas na cabeça de quem acompanha o noticiário. Clique ao lado e confira o comentário sobre a criação do PSD na íntegra: Leia o resto deste post

Novo formato do blog

Olá,

o Blog do Filipe está de cara nova! Passamos essa sexta-feira (29/7) pensando como o faríamos, tonalidades, formas, o que colocar, tirar, etc. O processo ainda não está concluído, mas começamos a adiantá-lo. A expectativa é transformar nossa página por completo até a próxima quarta-feira (3/8). Para hoje, havia na pauta escrever sobre as polêmicas listas de apoio à criação do Partido Social Democrata (PSD), em processo de fundação.

Certamente haverá um post sobre o assunto, o mais breve possível.

Obrigado pela compreensão e esperamos que gostem do nosso novo formato!

Filipe Matoso

Ministro de Dilma, Jobim diz que votou em Serra nas últimas eleições

Nelson Jobim, atual ministro da Defesa, declara voto em tucano José Serra, principal adversário de Dilma em 2010

Filipe Matoso

Na última quarta-feira (27/7), o caderno Poder do jornal Folha de S. Paulo divulgou uma entrevista com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Foram feitas várias perguntas, mas uma em especial chamou a atenção pela resposta: Jobim afirmou ter votado em José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais de 2010, nas quais o tucano enfrentou Dilma Rousseff (PT) – atual chefe do ministro – e perdeu.

Amigo íntimo confesso de Serra, Jobim afirmou durante a entrevista que tanto Lula quanto Dilma sabiam em quem ele iria votar. O ex-ministro de FHC e Lula é filiado ao PMDB e esta é a segunda vez que mostra ser simpatizante do PSDB durante o Governo Dilma. É necessário entender que Jobim causa a revolta em aliados do governo, pois participa dele e votou no principal adversário da presidenta.

Como cidadão comum, Nelson Jobim deve votar em quem quiser, contar para outras pessoas – se preferir – e não haverá repercussão, no máximo uma discussão entre amigos. Como ministro do Governo Dilma, Jobim deve continuar votando em quem quiser, contar para algumas pessoas – também se preferir-, mas haverá (grande) repercussão, se não for em quem a maioria espera. Isso parece óbvio.

Jobim e as declarações polêmicas...

Questões políticas que envolvem um ministro de Estado devem ser percebidas por quem ocupa o cargo. Jobim, como político à frente da Defesa, deveria ser menos liberal e mais contido. É claro que não há problema algum em ele ter votado em Serra, ser amigo do tucano, etc. Entretanto, não pega bem dizer que votou no paulista, uma vez que é ministro de Dilma, principal adversária do político nas últimas eleições presidenciais. Na esfera política, as declarações tornam-se, sim, uma arma contra Jobim.

Sobre a relação do ministro com o ex-presidente Lula e com a presidenta, Jobim diz que é ótima, não há obstáculos e vê toda essa situação de forma muito natural. Se Dilma e o ex-metalúrgico aceitam o voto do peemedebista em Serra, parabéns – sinal de maturidade. Entretanto, os comentários indignados feitos por filiados ao PT e políticos do partido são perfeitamente compreensíveis também. Clique no link ao lado e confira o post na íntegra: Leia o resto deste post

Goleiro Gustavo Lima pretende se desculpar com vascaíno

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Goleiro Gustavo Lima pretende se desculpar com vascaíno

Filipe Matoso

Quanto mais inteligentes as empregadas, melhor

Diferença social cai no país e agora empregadas domésticas sabem nome de políticos, celebridades e têm opinião sobre assuntos difíceis

Filipe Matoso

Lia a página de Nina Horta, blogueira da Folha de S. Paulo, quando encontrei um texto sobre as empregadas. É, as domésticas que trabalham em nossas casas de forma guerreira, porque arrumar meu quarto não é para qualquer um.

Poucas semanas após os dados socioeconômicos das empregadas domésticas serem divulgados por institutos brasileiros de pesquisa, Nina resolve falar sobre elas. No post, a colunista, pelo jeito, reclama das funcionárias que agora sabem nome de políticos, celebridades e têm opinião sobre assuntos difíceis. Por quê?

No Brasil, vivemos quase 500 anos de desigualdade social impressionantemente alta. Nas duas últimas décadas, a diferença entre ricos e pobres diminuiu e isso é muito bom. Se as empregadas domésticas hoje têm algum estudo e sabem formar uma opinião própria sem a ajuda de outros, isso é motivo de orgulho para o país.

O blog não é comunista, nem algo parecido. No entanto, acredita que quanto menor for a diferença social entre ricos e pobres, melhor será para o país como um todo. Não deveria incomodar aos “bons patrões”, como diz Nina, o fato de empregadas domésticas começarem a adquirir conhecimento. Sabem o que isso significa? É mais difícil enganá-las e passá-las para trás. De modo algum estamos dizendo que a blogueira faz isso com as funcionárias.

Pense bem. Qualquer pessoa com baixa instrução escolar ou pouco conhecimento sobre determinado assunto é mais fácil de ser manipulada, ou simplesmente convencida. Quando o cidadão não tem argumentos para discutir com o patrão, abaixa a cabeça e obedece. Isso não acontecer mais parece fazer com que os “bons patrões” se arrepiem, seja lá por qual motivo. Dizer a uma empregada que é obrigação dela fazer alguma tarefa e ela contestar pode até render demissão.

Só não aceita essa evolução social das empregadas, quem tem medo de perder o poder. Poder? Sim, poder. Durante 500 anos, as pessoas com mais dinheiro e mais estudo ocuparam o topo da pirâmide social. A diferença entre o lugar mais alto e o mais baixo era praticamente um abismo. O fato de mais de 50 milhões de pessoas pobres melhorarem de vida nos últimos oito anos diminuiu a distância entre topo e base.

Para não prolongar, é uma pena ver pessoas acharem ruim um ponto tão positivo para nosso país. Melhor seria se nossas empregadas domésticas estudassem mais, adquirissem conhecimento e soubessem opinar sobre assuntos diversos. Assim, não seriam manipuladas por políticos que as induzem a votar neles ao distribuírem dinheiro e comida, prometendo uma vida melhor – jamais percebida.

Caso particular

Uma senhora que trabalhou em minha casa, D. Leda, assistia a um telejornal e me questionou: “Filipe, na rua onde moro há lixo por todo canto. Vi na TV que podemos ligar em um número e solicitar ao SLU [Sistema de Limpeza Urbana do DF] que vá lá e recolha tudo. Já fiz isso, mas ainda não foram lá. O governo poderia tomar alguma atitude?”. Fantástico, não?

Dilma mostra pulso firme com a crise nos Transportes

Atitudes tomadas pela presidenta mostram firmeza e afastamento da sombra de Lula

Filipe Matoso

A crise nos Transportes ainda não havia sido comentada aqui no Blog do Filipe. A corrupção descoberta e as atitudes ilícitas praticadas por várias pessoas ligadas ao Ministério dos Transportes e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) parecem não ter fim. A cada dia, mais e mais falcatruas são divulgadas pela imprensa e o PR, principal partido envolvido nos esquemas até agora, aparece cada vez mais com a corda no pescoço.

Na última semana, jornais chegaram a veicular uma matéria na qual o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela, havia dito: “Dilma está brincando com fogo”. Segundo as reportagens, a frase foi expressa após o elevado número de pessoas do partido demitidas dos órgãos ligados ao transporte público a nível nacional. Entretanto, Portela negou e desmentiu os veículos. Fato é que o peso maior caiu sobre as costas do partido, sim.

Ao fazer uma análise da história desde o começo, percebe-se um ponto crucial: Veja abriu as portas para a corrupção se tornar de conhecimento da população. Há muito tempo não se lia uma matéria tão profunda, apurada corretamente, séria e com repercussão tão grande na sociedade. Desde as eleições de 2010, a publicação perdeu público entre as pessoas mais “antenadas”.  Com a reportagem, relembrou os tempos de boas denúncias, páginas de jornalismo competente e por aí vai.

Aqui no blog, chegamos a publicar uma charge na última segunda-feira (25/7) com um quadro no qual havia os dizeres “empregado do mês” e uma foto de Dilma Rousseff. Nesta terça (26/7), a figura “Dilma 1×0 PIG” ainda refletiu o assunto. A presidenta foi muito bem ao demitir os envolvidos em todo o caso de corrupção e agiu da forma como deveria e se esperava de um político no cargo ocupado pela petista.

Por falar em Dilma, fria. A presidenta, por enquanto, está com nota 10, sob a avaliação do blog. Para a revista Carta Capital, a presidenta também gerencia a situação da melhor maneira. Demissões, novas nomeações, embate com o PR e firmeza. Circunstâncias vistas ao longo do último mês que credenciam Dilma e mostram que a petista não é apenas uma sombra de Lula no poder. Pelo jeito, parece agir de forma mais dura, o que pode ser considerado bom, de acordo com cada problema. Clique no link ao lado e confira o post na íntegra: Leia o resto deste post

Banir agressores do futebol é radical, mas pode surtir efeito

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Banir agressores do futebol é radical, mas pode surtir efeito

Não deixe de ler!

Filipe Matoso

 

Senado arquiva caso de ameaça de Roberto Requião a jornalista

Repórter da Rádio Bandeirantes é ameaçado de agressão física e Senado arquiva caso

Filipe Matoso

Incomodar. Palavra que acompanha um jornalista tal como o sobrenome dele estampado no crachá do jornal no qual trabalha. As perguntas mais cabeludas rendem respostas que viram manchete no outro dia, elogios dos colegas, mas também provocam a fúria de alguns entrevistados. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) que o diga.

Irritado por uma pergunta do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, sobre a aposentadoria vitalícia que recebia como ex-governador do Paraná, Requião ameaçou agredir o profissional. “Você quer apanhar?”, indagou o político. Como se não bastasse, tomou o gravador do jornalista – instrumento de trabalho -, apagou as gravações e o devolveu. Inacreditável.

O ato, criticado duramente por várias pessoas – de forma correta – rendeu uma representação contra o senador no Congresso em abril. Entretanto, o coleguismo falou mais alto e, mais uma vez, a Casa deu uma aula de cavalheirismo e não fez nada. O parecer assinado por dois advogados do Senado avaliou que a atitude de Requião está dentro das normas de conduta, sem necessidade de advertí-lo. Aplausos, senhoras e senhores.

Assim como arquivaram a representação contra as declarações homofóbicas de Jair Bolsonaro (PP-RJ), engavetaram o caso de Requião. Hoje em dia, virou moda ligar para jornalistas e xingá-los, processá-los, chamá-los de mal caráter e por aí vai. Agora pense. Se todas as conversas fossem gravadas, os problemas seriam menores. Seria muito mais fácil de se provar o real conteúdo discutido. Assim, não haveria acusações tais como “eu não disse isso”, “é você quem está dizendo que eu falei aquilo”, etc.

Tomar o gravador de Boyadjian, ameaçá-lo de agressão física e devolver o instrumento sem o conteúdo é um absurdo e uma tremenda falta de respeito para com todos os profissionais da área de Jornalismo. O valentão Requião, ou como disse o jornalista Leandro Fortes (Carta Capital), vacilão, deveria manter a postura e agir como um homem menos agressivo.

Senador paranaense Roberto Requião (PMDB)

Ora, se perguntas feitas por jornalistas o incomodam, trabalho de preparação para a assessoria de imprensa. Os assessores devem fazer uma intermediação entre político e repórter, preparar o assessorado para perguntas e, assim, fazer com que haja menos dor de cabeça.

Por outro lado, é claro que há aqueles repórteres incovenientes e chatos, mas um erro não justifica o outro. Como em toda profissão, sempre tem o desastrado. Entretanto, é de se pensar que se não fosse a curiosidade eterna de jornalistas e as perguntas cabeludas, muitos fatos ficariam escondidos. Veja, não há mal nenhum em questionar: “prefeito, o senhor é acusado de desviar R$ 3 milhões de uma obra na cidade do senhor. O que tem a dizer sobre o assunto?”. Pronto.

Por sinal, repórter não deve ter medo de perguntar, jamais. Se o assunto é polêmico e pode causar algum tipo de constragimento, que o jornalista avalie no nomento e veja se vale a pena ou não abordá-lo.

Sobre Requião, seria melhor o senador deixar de a conversar com Victor posteriormente a passar por esse papelão. Papelão? Só para nós. Para o Senado, atitude dentro das normas de conduta.

Roriz começa a ser nome forte para Luziânia em 2012

Ex-governador do DF articula alianças políticas com o PSDB goiano

Filipe Matoso

Na última semana, o nome de Joaquim Roriz começou a ser comentado de forma intensa entre as pessoas que acompanham Política. Como falamos no post anterior, as eleições municipais de 2012 começam a ser planejadas desde agora e partidos e políticos se movimentam para conseguir votos.

Joaquim Roriz é um nome muito forte no DF. Entre as pessoas com menor poder aquisitivo, o ex-governador é o candidato favorito. Um dos motivos, o número de casas entregues a estes cidadãos com pouca instrução escolar. A maioria dos eleitores de Roriz é das cidades satélites e, os que conheço, não se importam com os escândalos em que ele se envolveu.

História pessoal

Quando fazia Jornalismo Esportivo e era estagiário do Diário Lance!, ia de metrô cobrir um time daqui de Brasília, chamado Brasiliense. Em uma dessas idas e vindas, as eleições de 2010 começavam a ser discutidas (isso aconteceu em 2009). O cidadão que estava sentado ao meu lado disse que votava em Roriz de olho fechado. Perguntei, então, os motivos. A resposta: “o governo dele me deu terreno para construir minha casa, por causa dele tenho onde morar”.

O questionei posteriormente sobre os escândalos veiculados na imprensa. Outra resposta: “não me importo. Se o governo dele tem problemas com dinheiro público, não me interessa. Quero minha casa, a tenho e pronto”. Fim de conversa.

Voltando…

Joaquim Roriz começa a costurar alianças políticas com o PSDB de Goiás para se candidatar à prefeitura de Luziânia, localizada no entorno do DF. Chegamos a conversar com um jornalista que mora na cidade e ele nos disse: “isso era questão de tempo. Roriz é nome forte na região e não tem quem tire essas eleições dele”. Preferimos não identificar o repórter e o veículo no qual ele trabalha, pois a discussão pode tomar outros rumos.

O Blog do Filipe acredita que um político se faz muito da imagem passada aos menos instruídos. Infelizmente, ainda maioria da população, as pessoas com menor grau de estudo são facilmente manipuladas e tendem a analisar menos os políticos na hora da votação. O candidato que ganha voto nem sempre é aquele que cria as melhores condições de emprego, mas aquele que dá o pão na mão do eleitor.

O blog não irá julgar as atitudes de Joaquim Roriz, tão contestadas na imprensa e em rodas de conversa. Não é o nosso foco e isso é assunto para tribunais eleitorais e Justiça, não nosso. No entanto, se resolvemos falar sobre a possível candidatura dele em 2012, devemos nos posicionar.

Joaquim Roriz é um político ligado a escândalos e problemas durante os mandatos exercidos ao longo dos últimos 15, 20 anos. Essa possível aliança com o PSDB o deixará extremamente forte para as eleições municipais de 2012 e, provavelmente, será eleito prefeito de Luziânia.

Filiado ao PSC nas eleições para governador em 2010, Joaquim Roriz seria eleito no DF, não fossem problemas com a Lei da Ficha Limpa. No caso de uma filiação ou aliança com o PSDB, o resultado parece estar se desenhando pouco mais de um ano antes da votação. Como dizem algumas pessoas, “muita água ainda vai passar por esse rio” e, até abril de 2012, muitos fatos ainda podem acontecer.

Prévias nos partidos estendem a influência da democracia

Eleições municipais acontecem em 2012 e PSDB e PT devem passar por prévias para a candidatura à prefeitura de São Paulo

Filipe Matoso

As eleições municipais de 2012 estão longe. O assunto ainda é muito frio para ser discutido e não vale um texto, certo? Errado. Partidos começaram a se movimentar no começo deste ano e agora parece que o tema é tratado de forma mais séria. Para a prefeitura de São Paulo, PT, PSDB, PMDB e PSD bolam estratégias e traçam planos para faturar no próximo ano.

No PMDB, é praticamente certo o anúncio de Gabriel Chalita como candidato do partido. Já no PSD, alguns nomes começam a circular com mais intensidade, mas ainda não há um favorito. Sobre PT e PSDB, as duas legendas parecem agir da mesma maneira. Alckmin, tucano governador do Estado de São Paulo, defende as eleições prévias dentro do partido. Já no PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e a senadora Marta Suplicy são os nomes em mente.

No lado petista da disputa, especula-se na imprensa que o nome de Haddad agrada mais ao ex-presidente Lula, pois Marta acumula algum grau de rejeição na cidade. Apesar disso, o blog acredita que o desenrolar dessa história ainda não chegou ao fim. Fato é que se for confirmado o apoio do ex-metalúrgico ao ministro da Educação, Haddad sairá na frente, caso aconteçam as prévias. Vale ressaltar que Lula e o senador Eduardo Suplicy se manifestaram favoráveis ao assunto nesta semana.

Quando olhamos para o PSDB, devemos pensar em um nome: José Serra. O tucano já disse que pretende enfrentar Lula nas eleições presidenciais de 2014, algo meio inusitado, se formos analisar. Para o blog, as chances de “Zé” ser eleito para algum cargo estão nas eleições do ano que vem. No entanto, há alguns nomes no partido que ainda podem vencê-lo, em caso de eleições entre os filiados.

O PSDB passou por problemas sérios nas eleições presidenciais de 2010, por não realizar prévias. Na ocasião, discutia-se qual nome sairia como candidato à Presidência da República. Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) eram os políticos mais fortes, mas não houve eleições no partido e o tucanato escolheu o representante paulista para a sigla.

Isso gerou uma revolta e uma sensação desconfortável dentro do PSDB. Chegou a ser especulada a saída de Aécio do partido, devido o alto grau de irritação para com o primeiro escalão tucano. O fato de simplesmente anunciarem a candidatura de Serra causou uma disputa interna entre mineiros e paulistas.

Para o Blog do Filipe, nada mais justo que haver prévias dentro de um partido, seja lá qual for. Se exigimos democracia para o país como um todo, dentro das siglas também deve haver. Quando a maioria opta por um candidato para representá-la nas eleições, o descontentamento entre os eleitores é menor, concorda? A votação prévia faz com que o militante comece a pensar e a analisar as propostas desde cedo.

Por fim, o blog espera que haja prévias tanto no PT quanto no PSDB e que os nomes sejam aqueles com maior interesse em governar para a sociedade paulistana como um todo, e não para apenas uma meia dúzia.

Sobre as eleições municipais de Belo Horizonte, clique aqui e saiba um pouco mais.